O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse nesta quarta-feira esperar que a decisão do governo brasileiro de impor licenças não automáticas para alguns produtos importados da Argentina possa reverter as barreiras colocadas pelo governo argentino aos produtos brasileiros. Miguel Jorge evitou usar a palavra retaliação. Nenhuma retaliação, imagina! Não se pode falar em retaliação.

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Jorge não especificou sobre quais produtos argentinos serão aplicadas as licenças não automáticas. O ministro disse que o objetivo da medida, adotada na semana passada, sem anúncio oficial, é o de fazer com que as importações demorem um pouco mais, para que o Brasil possa fazer uma avaliação do comércio bilateral. "É um direito do País. Queremos analisar como se comportam as importações da Argentina", disse.

Miguel Jorge informou que não recebeu nenhuma reclamação oficial do governo argentino em relação à medida, mas leu nos jornais manifestações contrárias da presidente Cristina Kirchner. Ele disse que não tem informações sobre os resultados do encontro do embaixador brasileiro em Buenos Aires, Mauro Vieira, chamado pelo chanceler argentino, Jorge Taiana, para dar explicações sobre a imposição das licenças automáticas.

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