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Miguel Jorge não vê crise em construção e montadoras

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, negou hoje a existência de crise no setores da construção civil e automotivo e garantiu que se uma retração for constatada no primeiro trimestre do próximo ano o governo agirá. Pelos dados que temos, não enxergamos nenhuma crise à vista na construção civil, afirmou a jornalistas, após participar de almoço de fim de ano da Associação Brasileira da Indústria de Eletroeletrônicos (Abinee).

Agência Estado |

Miguel Jorge salientou que, quando houve dificuldades de crédito, o governo disponibilizou mais recursos para a irrigação do setor. De acordo com ele, ao lado do setor automotivo, a construção é uma das áreas monitoradas de perto para identificar períodos de turbulência e de grande expansão. "Por isso, há preocupação especial do governo com esses dois setores. Tão logo se identifique algum problema, o governo agirá para que ele seja o menor possível", garantiu.

Dada a insistência dos jornalistas em relação a indicadores que mostram forte desaceleração no setor, Miguel Jorge fez a seguinte afirmação: "Se vocês considerarem que uma redução no ritmo, na aprovação de financiamentos, é um problema, então temos um problema, mas redução do ritmo não é um problema." Ele ressaltou que o déficit habitacional brasileiro é de 7 milhões de residências. "Precisamos fazer casas populares e apartamentos para a baixa renda. Este é o segmento em que deveríamos atuar mais fortemente", sugeriu.

Em relação à perspectiva para a produção de veículos, Miguel Jorge disse acreditar que a expansão deverá "chegar muito perto dos dois dígitos em 2009". Para ele, se este crescimento for constatado, será excelente porque, além de o mundo estar em situação de crise, na Europa e nos Estados Unidos não haverá expansão.

Ele considerou que, para a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), um crescimento de 10% pode parecer ruim, já que a taxa de expansão do setor estava em 25% ao ano. Ele destacou, no entanto, que os investimentos grandes e pequenos do setor foram mantidos e que a indústria estava em operação não só nos dias de semana como também nos sábados, domingos e feriados, além de operação extra à noite. "Crescimento de 25% é insustentável nestas condições. Tínhamos fila de entrega para caminhões de até cinco meses. Isso não é razoável em nenhum tipo de produção, é irreal", avaliou.

Ao fim da entrevista com os jornalistas, Miguel Jorge relatou que tem conversado com representantes de muitos setores recentemente e que, apesar de todos expressarem preocupação com a crise, nenhum mencionou que já estivesse passando por um problema prático.

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