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Miguel Jorge: governo deve prover liquidez a exportadores

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou hoje que o governo deve adotar medidas para atacar o problema de liquidez que está sendo registrado pelos exportadores, especialmente para ter acesso aos Adiantamentos de Contrato de Câmbio (ACCs). Nós teremos de usar dinheiro ou do Tesouro ou das reservas (cambiais) para fazer isso, comentou, depois de participar de evento do setor da construção civil na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Agência Estado |

O ministro ressaltou que, além de recursos públicos, também será necessário que o governo dialogue com o sistema financeiro privado para que os bancos possam contribuir na concessão de recursos às operações realizadas pelos empresários que atuam no comércio exterior. "Também teremos de ver como o sistema financeiro privado pode participar desse esforço, que é um esforço de todo o País."

O ministro ressaltou que não há pacote para atacar os problemas registrados pelos exportadores. Ele destacou que ações específicas serão adotadas quando forem necessárias. "No caso de exportações, usaremos o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para irrigar o crédito. Também já foi decidida a concessão de R$ 5 bilhões para a agricultura. São medidas pontuais que vão ser aplicadas quando houver necessidade."

Consumo

O ministro afirmou que o governo está acompanhando de perto a questão da liquidez no mercado financeiro e não detectou grandes dificuldades, especialmente nos financiamentos para os consumidores. "O crédito para o consumidor já caiu um pouco, mas até agora não ocorreu nenhum sinal de um problema muito sério", comentou. "Fala-se que foram reduzidos os prazos para pagamento de automóveis de 72 meses para 60. O uso de 72, 84, 90 meses era absolutamente marginal no processo de financiamento. A imensa maioria dos financiamentos, cerca de 80%, tem prazos de até 48 meses. Esses financiamentos até agora não foram afetados, apesar de ter aumentado o juro e (o crédito) ter ficado mais seletivo."

Crise

Miguel Jorge afirmou ainda que o mercado financeiro está vivendo um momento irracional. Ele disse esperar que os efeitos da crise financeira internacional sobre o Brasil sejam os mínimos possíveis e destacou que é preciso ter serenidade e calma para enfrentar a crise.

Segundo o ministro, até agora o País não sentiu impactos da crise como em outras nações. O ministro ressaltou que o governo fará o que for necessário para coibir os efeitos da crise sobre o nível de atividade do País, inclusive acompanhando de perto diversos indicadores econômicos, como a evolução do câmbio. A atual elevação do dólar ainda não traz preocupações ao governo, destacou.

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