SÃO PAULO - O ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, acredita que um acordo na Rodada de Doha ainda é possível, apesar de novos impasses promovidos pela Índia e pela China, que querem mais benefícios na negociação.

"É melhor que (o acordo) seja menos ambicioso do que não ter acordo nenhum", ressaltou. Miguel Jorge disse não ter detalhes sobre o andamento das negociações, pois ainda não conversou com o ministro brasileiro de Relações Exteriores, Celso Amorim, que está em Genebra participando da Rodada.

No último domingo, a China juntou forças com a Índia para frear importações agrícolas na Rodada Doha. O gigante também passou a se opor a acordos setoriais na área industrial, apesar de ser apontado como um dos principais ganhadores nesse setor.

Além disso, a Argentina voltou a rechaçar, no domingo, as bases de um acordo. Apesar de os aliados brasileiros terem se posicionado de forma distinta, o ministro Miguel Jorge não vê uma cisão e afirmou que o ministro Amorim tem ótimas relações com os ministros da Índia e Argentina. "Eles têm sido parceiros durante todo esse tempo", disse.

"Há espaço para uma abertura maior, ainda que não seja nos níveis que queremos", afirmou. O ministro participou nesta segunda-feira, em São Paulo, de almoço promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef) sobre a Política de Desenvolvimento Produtivo do governo.

(Bianca Ribeiro | Valor Online, e Assis Moreira | Valor Econômico)

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