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Mifano minimiza saída de recursos de estrangeiros da Bolsa em junho e prevê retomada das aplicações

RIO - O presidente do conselho de administração da BM & F Bovespa, Gilberto Mifano, minimizou a saída líquida de R$ 7,41 bilhões de recursos de investidores estrangeiros da Bovespa em junho. Para ele, uma das únicas certezas sobre a atual crise do mercado mundial é que ela não é produzida pela economia brasileira. O mercado de capitais nacional, portanto, acaba sendo afetado por apresentar grande liquidez.

Valor Online |

Daqui a pouco eles (estrangeiros) voltam. Aqui é que estão as boas oportunidades. Esse fluxo é normal, tanto que isso nem abalou a taxa do dólar, afirmou Mifano, que participou hoje de almoço-palestra organizado pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e pela Câmara de Comércio França-Brasil, no Rio de Janeiro.

O executivo comparou a atual crise ao conhecido jogo do mico e afirmou uma das características da turbulência atual é que não se sabe onde está o mico. Pouca gente sabe o tamanho da encrenca e onde está localizada essa encrenca. A única coisa que sei é que o 'mico' não está aqui. Essa crise não é do nosso país, garantiu.

Mifano se mostrou otimista mesmo ao comentar a redução das operações de abertura de capital na Bovespa neste primeiro semestre. No ano passado, foram 64, contra apenas 4 este ano até junho. Segundo ele, 35 empresas chegaram a se registrar para estrear na bolsa, só que 31 pisaram no freio. Na hora que melhorar, essas empresas estarão prontas para voltar rapidamente, disse.

O executivo afirmou ainda que o enxugamento do conselho de administração da BM & F Bovespa, anunciado formalmente ontem, se deu de forma natural. Segundo ele, já havia sido decidido em assembléia que até o dia 8 de julho o número de conselheiros cairia de 18 para 11, o que acabou ocorrendo após reunião ontem. Quando foram eleitos os 18, já se sabia que deveria se contar com a renúncia de sete em até 60 dias, explicou.

Depois de oito anos à frente da Bovespa, Raymundo Magliano Filho não foi incluído na lista de conselheiros.

Vão compor o órgão: Gilberto Mifano (presidente), Ary Oswaldo Mattos Filho (vice-presidente), Craig Donahue (representante da CME), Gustavo Franco, José Roberto Mendonça de Barros, Julio de Siqueira Carvalho de Araujo, Luiz Gonzaga Belluzzo, Manoel Felix Cintra Neto, Marcelo Trindade, Rene Marc Kern (representante da General Atlantic) e Roberto Rodrigues.

Deixaram o conselho: Raymundo Magliano Filho, Álvaro Musa, Luiz Felipe Lampreia, Luiz Fernando Figueiredo, Pedro Parente, Alfredo Setubal, Manoel Horácio da Silva e Nelson Spinelli
(Rafael Rosas | Valor Online)

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