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Microsoft registra aumento de vendas e lucro apesar da crise financeira

Paula Gil. San Francisco, 23 out (EFE).- A Microsoft elevou seus lucro e vendas no último trimestre apesar da crise e da queda do consumo, porém reconheceu que não está imune às dificuldades econômicas e diminuiu suas previsões para o resto do ano.

EFE |

Entre julho e setembro de 2008, primeiro trimestre de seu atual ano fiscal, a companhia obteve um lucro líquido de US$ 4,37 bilhões, 2% mais que no mesmo período de 2007.

O lucro operacional foi de US$ 6 bilhões, 1,3% maior, enquanto a receita aumentou 9% e chegou a US$ 15,060 bilhões.

O grupo disse que os bons resultados foram fruto, principalmente, das vendas do vídeo game Xbox 360, e do lançamento de novos produtos de software para empresas como Windows Server 2008 e SQL Server 2008.

"Em um ambiente econômico difícil, os resultados do primeiro trimestre mostram a força e a diversidade de nosso modelo de negócio", disse, em comunicado, Chris Liddell, responsável financeiro da Microsoft.

No entanto, a companhia reconhece que não é totalmente imune à crise e reduziu suas previsões para o conjunto do ano - que terminará em junho de 2009 - com relação a suas últimas previsões.

A empresa espera alcançar em seu atual ano contábil um lucro por ação entre US$ 2 e US$ 2,10, e faturar entre US$ 64,9 bilhões e US$ 66,4 bilhões.

As últimas estimativas publicadas pela Microsoft falavam de um lucro por ação entre US$ 2,12 e vendas de, pelo menos, US$ 67,3 bilhões.

No atual trimestre, a companhia prevê um lucro por ação entre US$ 0,51 e US$ 0,53 e um volume de negócios entre US$ 17,3 bilhões e US$ 17,8 bilhões, menos do previsto por Wall Street.

O fabricante de softwares pretende se concentrar nos próximos meses na gestão de despesas, em dirigir os investimentos para as máximas prioridades e oferecer aos clientes "produtos de alta qualidade ao preço mais baixo possível".

"Achamos que nosso forte fluxo de caixa, nossa linha de produtos e solidez financeira nos permitirão contornar bem as condições econômicas", disse Chris Liddell.

Os planos para se concentrar no controle de despesas e investimentos estratégicos reduzem as possibilidades de a Microsoft iniciar uma nova batalha pelo Yahoo!, apesar de as recentes declarações de seu executivo-chefe, Steve Ballmer, darem a entender o contrário.

Ballmer disse que uma aliança com o portal "ainda faria sentido para os acionistas de ambas as empresas". Os títulos do Yahoo! caíram, além disso, para o seu menor valor em cinco anos e hoje estavam cotadas a US$ 12, contra os US$ 31 oferecidos pela Microsoft no começo do ano.

As ações da Microsoft reagiram hoje com altas apesar da revisão para baixo das previsões e até às 19h de Brasília eram negociadas nos mercados eletrônicos a US$ 22,6, 1,5% a mais.

Desde a última publicação de resultados em meados de julho, os títulos da empresa perderam 19% de seu valor no pregão, afetados pela queda dos mercados internacionais. EFE pg/rb/plc

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