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Microsoft reforça atuação na área de busca

SÃO PAULO - iPod, Blackberry, Windows. Na área de tecnologia, é mais do que comum a situação em que produtos, ao atingirem o topo de seus mercados, passem a ter seus nomes colados à marca de seus fabricantes.

Valor Online |

Muitas vezes, esse " efeito bombril " ameaça até ofuscar a exposição de seus próprios criadores.

Empresas como Apple, Research in Motion (RIM) e Microsoft - todas elas donas de dezenas ou até mesmo centenas de criações - sabem dos benefícios e dos desafios que essa situação provoca. Por um lado, aproveita-se ao máximo o desempenho do filho prodígio para ganhar a liderança em seu mercado de atuação. Por outro, é preciso mostrar que a casa também está cheia de outros talentos, tão promissores quanto este que despontou. Esse é o exercício que deverá concentrar boa parte das energias da Microsoft neste próximo ano, principalmente em suas operações no Brasil. O objetivo é mostrar que a companhia tem muito mais que um sistema operacional ou um pacote de softwares de escritório (Office) para oferecer. As primeiras ações para isso foram tomadas.

Uma das áreas que ganhará destaque é a de busca corporativa, um nicho de mercado que a Microsoft mergulhou no início deste ano, quando pagou US$ 1,2 bilhão pela norueguesa Fast Search & Transfer. A Fast é dona de um sistema usado para realizar buscas especiais.

Diferente do Google, por exemplo, que busca milhares de itens na internet, a Fast garimpa informações dentro e fora da rede mundial, conforme os interesses específicos desenhados pela empresa usuária. Essa busca permite, por exemplo, que o usuário obtenha informações contidas em um e-mail, em um texto, em uma apresentação de PowerPoint ou ainda na internet, seja num blog ou num portal de notícias.

O diferencial da tecnologia, diz Petter Moe, vice-presidente mundial de captura e refinamento de conteúdo da Fast, é que o usuário consegue relacionar conteúdos estruturados (banco de dados, internet) e não estruturados (blogs, e-mail, mensagens instantâneas), tendo uma visão detalhada e mais completa do que procura. O modelo de negócios também diferencia as empresas. Enquanto o Google se financia basicamente com publicidade, a Fast vende licenças de seu software. " O mercado de buscas corporativas está explodindo, principalmente em países como o Brasil " , diz o executivo. " Por isso decidimos concentrar parte de nossa pesquisa no país. "
Criada em 1997, a Fast tem centros de pesquisa na Austrália, Alemanha, Noruega e Estados Unidos. A unidade brasileira foi aberta em 2005. Ao todo, a companhia conta com cerca de 50 clientes de grande porte no país, entre eles companhias como Petrobras e Vale. Segundo Michel Levy, presidente da Microsoft no Brasil, a integração das operações no país está concluída e, a partir de janeiro, a força de vendas da Microsoft passará a oferecer os sistemas da Fast no mercado. " Queremos consolidar nossa posição de liderança em busca corporativa. "
Estimativas feitas pela consultoria Gartner apontam que o mercado de software voltado para buscas corporativas movimentou US$ 860,3 milhões em todo o mundo em 2007. A previsão é que o setor atinja US$ 1,5 bilhão até 2012, com uma taxa anual de crescimento de 11,4%.

Paralelamente, a Microsoft também quer avançar na arena dos sistemas de gestão empresarial (ERP, na sigla em inglês), um mercado onde enfrenta a concorrência acirrada de companhias como Totvs, SAP e Oracle. " Vamos investir US$ 3,5 milhões em nosso centro de pesquisa e desenvolvimento de São Paulo " , diz Levy. " Criaremos sistemas não apenas para o país, mas para o mundo. "
O alvo da Microsoft são os sistemas usados para organizar operações de diversas áreas, como contabilidade, finanças, recursos humanos e logística. As pesquisas também se voltarão para tecnologias que permitam aprimorar o relacionamento de empresas com os seus clientes.

(André Borges | Valor Econômico )

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