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Microsoft, Nokia e EUA decepcionam e Bovespa recua 1,7%

Por Aluísio Alves SÃO PAULO (Reuters) - A junção de resultados e previsões negativos das gigantes Microsoft e Nokia com novos índices decepcionantes da economia norte-americana semearam pessimismo no mercado nesta quinta-feira e levaram a Bovespa de volta ao vermelho.

Reuters |

No fechamento de mais um dia de volatilidade, o Ibovespa apontou desvalorização de 1,68 por cento, aos 37.894 pontos. O giro financeiro do pregão totalizou 3,59 bilhões de reais.

Ansiosos por dados que os ajudem a medir o tamanho dos estragos da crise sobre as empresas, os investidores acompanharam nesta sessão números de duas líderes setoriais --e não gostaram nada do que viram.

A Microsoft, maior companhia mundial de softwares, reportou lucro trimestral abaixo das expectativas, fazendo suas ações despencarem para os menores patamares desde 1988. Antes, a Nokia, maior fabricante de celulares, também havia anunciado resultado trimestral abaixo do esperado.

"O pior nem foi isso. O mais preocupante é que ambas apresentaram previsões negativas para o futuro, o que contaminou os papéis de empresas ligadas a esses setores", disse Gabriel Goulart, analista da Mercatto Investimentos.

A Microsoft informou que deve cortar empregos, enquanto a Nokia alertou o mercado que as vendas do setor devem cair cerca de 10 por cento em 2009.

Enquanto isso, os Estados Unidos anunciaram que o número de novos pedidos de auxílio-desemprego aumentou além do esperado na última semana e que a construção de novas moradias despencou para patamar recorde de baixa em dezembro de 2008.

O noticiário corporativo e macroeconômico externo desanimador deixou em segundo plano a fagulha de otimismo do início do dia, quando o Ibovespa abriu em alta refletindo o corte de 1,0 ponto percentual da Selic.

O anúncio do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o Tesouro Nacional vai aportar 100 bilhões de reais no BNDES para financiar projetos de investimento e atender a demanda por crédito também não conseguiu empolgar os investidores.

DESTAQUES

No Ibovespa, a construção civil teve o pior desempenho, depois de a agência Fitch reduzir o rating de quatro companhias do setor (Cyrela, Even, Gafisa e Trisul).

Dentre as que figuram no índice, Cyrela desabou 8,4 por cento, a 8,04 reais. Gafisa perdeu 5,8 por cento, a 10,10 reais.

Entre os papéis de maior peso no índice, Petrobras foi a que mais pesou, caindo 2,56 por cento, para 23,64 reais, arrastando as empresas ligadas a commodities. Gerdau perdeu 4,1 por cento, a 15,84 reais.

O setor financeiro acrescentou pressão, sob liderança de Itaú, com desvalorização de 2,8 por cento, a 22,75 reais.

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