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Microsoft cria estratégia para superar o Google nos próximos anos

Julio César Rivas Houston (EUA), 9 jul (EFE).- A Microsoft tem grandes planos para superar o Google e se transformar, nos próximos anos, na principal empresa de internet do mundo, com ou sem a aquisição do Yahoo!, afirmou hoje o executivo-chefe da empresa, Steve Ballmer.

EFE |

Em meio à luta da Microsoft para adquirir o Yahoo!, Ballmer se negou a fornecer detalhes das negociações, mas reduziu a importância da possibilidade de que não se chegue a um acordo, apesar de o portal ter recusado uma oferta de US$ 47,5 bilhões.

"Estamos encantados com o que estamos fazendo hoje em dia na área de buscas. Estamos progredindo de forma incrível. E vamos seguir em frente de qualquer forma", disse Ballmer durante o segundo dia da conferência mundial de parceiros da Microsoft, realizada na cidade americana de Houston.

"Vamos seguir (na busca pela internet), não importa o que aconteça nessa frente. Mas estamos dependendo de nosso próprio pessoal. Isso é o que vai nos colocar à frente do Google", acrescentou o executivo-chefe da Microsoft.

Apesar das criticas recebidas pela companhia devido à lentidão com a qual se lançou na internet, Ballmer defendeu a estratégia da gigante da informática.

"Hoje, temos muito êxito e somos o número três, mas com grandes projetos para nos transformarmos no número um", disse.

No entanto, o executivo-chefe da empresa também deixou claro que a oferta pelo Yahoo! é só um elemento de uma das quatro áreas de negócio - computadores pessoais, empresas, internet e celulares - nas quais a Microsoft está se concentrando para os próximos anos.

"O que queremos é ter quatro modelos empresariais. Precisamos de um para os PCs, outro para o mundo empresarial, um baseado em publicidade para a internet dos consumidores e um para os aparelhos portáteis", disse Ballmer, que negou que a Microsoft esteja se preparando para basear sua estratégia em receitas publicitárias.

Ao ser questionado sobre se a Microsoft passaria de um modelo no qual as receitas procedem da venda de software e serviços a um que dependa de receitas publicitárias, Ballmer respondeu: "As duas coisas".

O executivo afirmou que a empresa está trabalhando "para juntar os quatro", embora tenha reconhecido que o setor de PC "continua sendo a espinha dorsal" da Microsoft.

O que Ballmer também deixou claro é que a companhia se encontra em muito boa posição em todas as áreas e que está disposta a abrir novas frentes de batalha, como no campo das comunicações.

Segundo dados da companhia, no ano passado a Microsoft conseguiu o maior crescimento em vendas do pacote Office, alcançou 140 milhões de licenças do sistema operacional Windows Vista e receita de US$ 10 bilhões na área de servidores e ferramentas.

Ballmer repetiu a mensagem expressada nesta terça-feira por outros executivos da companhia, de que o Vista "está pronto para a empresa", e encorajou os parceiros da Microsoft a se esforçarem em aumentar sua penetração no mundo empresarial.

E, no mesmo dia em que os principais jornais americanos dedicam grandes espaços à última versão do iPhone da Apple, Ballmer reconheceu que a Microsoft teve problemas para manter a imagem de empresa desejada pelo consumidor e à qual os meios de comunicação prestam atenção.

"As pessoas ou empresas novas ou que voltam a nascer, uma que estava quase morta e ressuscitou, são mais noticiosas. Mas vamos surpreender as pessoas com a qualidade dos novos PCs, que, com o Vista, são de fato melhores", disse Ballmer.

"Precisamos surpreender as pessoas do ponto de vista do consumidor, especialmente. E não fizemos isso, pelo menos não quanto necessitávamos", acrescentou Ballmer, para advertir em seguida de que a nova geração de telefones celulares com o sistema operacional da Microsoft será muito bem recebida. EFE jcr/rb/db

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