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Microsoft aposta em P D, web, liberação parcial e em emergentes

Em tempos de crise, a gigante americana de informática Microsoft está mirando no que acredita serem as tendências do futuro. Em entrevista exclusiva à Agência Estado, o vice-presidente de Propriedade Intelectual e Licenciamento da Microsoft, Horácio Gutierrez, disse que a empresa está comprometida a não cortar seus investimentos de US$ 8 bilhões em pesquisa e desenvolvimento (P&D), apesar de revisões periódicas de gastos em outras áreas.

Agência Estado |

Também contou que a Microsoft, ícone da defesa dos direitos de propriedade intelectual e do software proprietário, está liberando partes do conhecimento de seus programas como software livre, embora ainda defenda firmemente o software proprietário. A idéia é facilitar a operação de seus sistemas junto com outros, como o livre Linux, e facilitar a inovação.

Gutierrez citou também a tendência de comercialização de software pela internet e para aparelhos móveis, como celulares e computadores portáteis. Nesse sentido, destacou um produto que considera revolucionário tecnologicamente e comercialmente: o Windows Azure. Trata-se de uma plataforma Windows, com todos os produtos clássicos da marca como Word e Excel, que pode ser acessada por aparelhos como celulares ou computadores pela internet e a cobrança é feita pelo tempo de uso do serviço na web. O Azure foi exibido para os desenvolvedores da companhia em evento de 27 a 30 do mês passado em Los Angeles.

Para Gutierrez, outra tendência importante é que as grandes bases exportadoras de tecnologia de informação e software não estarão baseadas somente em países desenvolvidos, mas cada vez mais em países emergentes como Índia, que já é grande exportadora, China e Brasil, onde tem parcerias e 15 centros de inovação.

"Definitivamente, o Brasil tem posição de exportador de tecnologia, tem potencial muito grande de se expandir nessa área, mas precisa de um sistema de proteção à propriedade intelectual sólido, que dê proteção, não só a nós, mas às empresas brasileiras, para que elas possam crescer". Ele acha que o Brasil progrediu em propriedade intelectual. A taxa de pirataria, disse, caiu de 60% dos softwares comercializados para 59% deles de 2006 para 2007, a menor taxa na América do Sul, atrás apenas da Colômbia, que é de 58%.

A abertura parcial de códigos da Microsoft, para maior facilidade de operação de produtos da empresa junto a outros como o Linux, é uma tendência que deve contribuir para fazer os produtos da empresa fundada por Bill Gates ficarem mais atraentes para usuários de outras plataformas, segundo Gutierrez. A interoperabilidade total, porém, não é desejável, segundo o executivo, já que é a diferenciação que garante o interesse dos clientes e a sustentabilidade da empresa.

Para ele, o momento de crise é o mais importante para inovação, pesquisa e desenvolvimento "porque é o momento de se diferenciar". "Historicamente, um dos primeiros itens a ter os valores reduzidos por empresas do setor em tempos de crise é pesquisa e desenvolvimento. Achamos que esse é um erro grave", disse Gutierrez. De acordo com ele, o investimento em P&D se baseia em quais serão as necessidades dos clientes em cinco ou dez anos.

Em relação a renúncia do presidente e co-fundador do Yahoo, Jerry Yang, que inicialmente se opôs à venda da empresa para a Microsoft, e foi visto como um obstáculo ao negócio, Gutierrez disse não estar informado. Observou, porém, que a Microsoft tem dito que atualmente não está mais interessada na Yahoo.

Gutierrez veio ao Rio dar palestra hoje à Associação Brasileira de Propriedade Industrial (ABPI). A presidente da entidade, Juliana Viegas, comentou à Agência Estado que atualmente poucas inovações são feitas como no passado, por apenas um inventor trabalhando sozinho, mas há modelos de colaboração de "uma multidão de pessoas de vários países do mundo participarem de inovações, pela internet".

Juliana Viegas citou a Procter & Gamble e a Dupont como exemplos de empresas que estimulam por seus portais a colaboração de quem quiser participar dos esforços para resolver questões técnicas. Nesse sentido, acredita que a visão de operação entre softwares abertos e de proprietários estimula realmente a inovação e não pode ser ignorada por empresas de tecnologia de informação.

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