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Microempresas faturam menos

O faturamento das micro e pequenas empresas paulistas caiu 9,8% na comparação de junho deste ano com o mesmo mês em 2007. O valor médio recuou de R$ 17.

Agência Estado |

562 para R$ 15.841. Os dados são da pesquisa mensal do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP) realizada junto a cerca de 2,7 mil empresas em todo o Estado, divulgada esta semana.

A maior queda foi registrada no comércio, setor em que o faturamento médio recuou 14% no período. Entre os prestadores de serviços a diminuição foi de 6,5% e na indústria, 2,8%.

São consideradas empresas de micro ou pequeno porte as com faturamento anual entre R$ 240 mil e R$ 2,4 milhões. Para efeito da pesquisa mensal, o Sebrae-SP considera como o faturamento a soma de receitas operacionais, aquelas obtidas por meio da atividade principal da empresa.

Para Pedro Gonçalves, economista do Sebrae-SP, o principal motivo para a queda foi o aumento da inflação. Segundo Gonçalves, a concorrência impede que a subida de preços de insumos e matérias-primas seja repassada aos consumidores, o que reflete reduz o faturamento.

Segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador usado no levantamento do Sebrae-SP, a inflação anual em junho de 2007 marcava 1,88%, enquanto no mesmo mês deste ano atingiu 3,32%. Ele cita ainda o aumento das taxas de juros como razão para a diminuição no faturamento.

Gonçalves também afirma que o resultado de junho do ano passado foi atípico, o melhor para o mês desde 2001. "A economia estava aquecida, com a taxa de juros em queda", diz. No ano anterior, o faturamento médio de junho havia ficado em R$ 16.023. Ele lembra que a crise imobiliária americana, que viria a abalar o mercado financeiro internacional, ainda não havia afetado outras economias.

O comerciante Carlos Ruzzi, donno de uma loja em um shopping da Capital, sentiu a queda no seus negócios entre junho do ano passado e o mesmo mês deste ano. "A diminuição foi de cerca de 10%", diz. Ele atribui a retração à inflação e diz que até 2007 trabalhava com a possibilidade de crescimento anual entre 3% e 10%. Este ano, afirma, reduziu a meta para 5%.

Ruzzi conta que a alternativa para não ter maiores problemas foi negociar preços com fornecedores e novos prazos com os bancos. "Como consequência, tive de reduzir minha margem de lucro", afirma.

Ele conta que no final do ano passado perdeu dois funcionários, que foram para outras empresas, mas não preencheu as vagas. "Combinei com os que ficaram que incrementaríamos as estratégias de vendas para atingir a meta de crescer 5% este ano", diz.

Para alcançar seu objetivo, Ruzzi costuma verificar os preços da concorrência na internet para vender mais barato.

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