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MG pode elevar embarques de carne em 20% com inclusão em lista da UE

Belo Horizonte, 28 - A ampliação do número dos municípios mineiros autorizados a fornecer carne bovina à União Européia poderá ampliar o volume de exportações estaduais para o bloco em 20%, segundo as estimativas da secretaria de Estado da Agricultura. Minas Gerais é o Estado com o maior número de fazendas aptas a fornecer carne bovina para o bloco.

Agência Estado |

São 306 propriedades, cerca de 50% do total.

A partir de segunda-feira, 287 municípios mineiros estão autorizados a fornecer carne bovina à União Européia. A medida, anunciada em outubro, foi publicada nesta semana no jornal oficial do bloco. Com isso, todas as regiões do Estado podem ter propriedades credenciadas para fornecer carne bovina in natura para a UE. A decisão da Diretoria-Geral para Saúde e Consumidores da União Européia (DG-Sanco) também beneficia o Estado do Mato Grosso e a maior parte do Mato Grosso do Sul.

Os municípios mineiros liberados pertencem às regiões sudoeste, sul e central do Estado. Desde 1994, eles estavam impedidos de exportar para o bloco por causa de focos de febre aftosa no Estado, registrados no ano anterior. A sanção estava mantida mesmo com o reconhecimento de Minas Gerais, pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE), como área livre de aftosa com vacinação. O rebanho das regiões liberadas é de aproximadamente 6 milhões de cabeças.

As fazendas dos 287 municípios mineiros que queiram fornecer carne bovina aos frigoríficos que exportam para a União Européia são obrigadas a seguir as regras nacionais de rastreamento do rebanho pelo Sistema Brasileiro de Certificação de Origem de Carne Bovina e Bubalina (Sisbov) e passar por auditorias do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), vinculado à Secretaria de Agricultura. A medida é a mesma já adotada nas outras regiões do Estado que vendem carne bovina para o bloco.

Apesar de possuir o maior número de propriedades aptas a exportar, no entanto, o Estado não conseguiu ampliar as exportações de carne bovina. Segundo dados da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas (Faemg), entre janeiro e outubro deste ano houve uma redução de 9% na receita das vendas, para US$ 271 milhões e de 23% em volume para 65,3 mil toneladas.

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