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O governo de Minas Gerais confirmou que vai dispor de investimentos de R$ 500 milhões para construir um gasoduto ligando o município de Uberaba, no Triângulo Mineiro, à cidade de São Carlos, no interior de São Paulo, num total de 240 quilômetros. O objetivo é garantir insumo para a construção de uma fábrica de amônia naquela região.

A proposta para a construção do gasoduto foi feita diretamente pelo governador mineiro, Aécio Neves, ao presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, com a participação do vice-presidente da República, José Alencar.

"Cada Estado tem sua particularidade para requerer uma fábrica do tipo e nós respeitamos. Mas aquela região é um dos maiores polos produtores agrícolas do País, portanto, consumidor do produto", defendeu Alencar, dizendo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que participou de parte da reunião por teleconferência, estão "absolutamente de acordo" com a possibilidade.

De acordo com Aécio, o gasoduto poderá posteriormente ser estendido até Uberlândia, também no Triângulo Mineiro. "Uma fábrica como esta e o gasoduto têm efeitos multiplicadores na região em que serão instalados", comentou. Ele afirmou também que um grupo de trabalho será montado entre técnicos da Cemig e da Petrobras para discutir o empreendimento, que será levado à reunião do Conselho de Administração da estatal já nesta sexta-feira, quando também será discutida a aprovação do balanço financeiro da estatal referente ao ano de 2009.

Gabrielli informou que a eventual construção da fábrica de amônia em Minas Gerais não inviabiliza as demais unidades que estão sendo estudadas pela companhia: uma para fabricar ureia em Três Lagoas (MS), outra para sulfato em Sergipe e o complexo de hidrogenados em Linhares, no Espírito Santo. "São projetos que ainda precisam ser estruturados e passarão por avaliação do conselho", afirmou Gabrielli.

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