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MG anuncia medidas de apoio ao setor de ferro-gusa

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Raphael Guimarães Andrade, anunciou hoje uma série de medidas para conter os efeitos da crise econômica internacional sobre o setor de produção de ferro-gusa, matéria-prima utilizada na fabricação do aço. Desde o final do ano passado, em função da paralisação de contratos, cerca de 80% dos altos-fornos foram abafados.

Agência Estado |

O governo mineiro já havia anunciado em dezembro a prorrogação do prazo para pagamento do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para os caminhões da cota única. O pagamento da parcela única, com desconto de 3%, foi prorrogado para abril. Já os vencimentos previstos para os meses de janeiro, fevereiro e março passaram para os meses de abril, maio e junho. Entre as medidas anunciadas hoje estão o parcelamento, pela Cemig, em até três vezes do equivalente a uma fatura de energia das empresas produtoras de gusa. O requerimento pode ser feito até o mês de março de 2009.

Segundo o secretário, o governo do Estado pretende criar linhas de crédito específicas para reflorestamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Banco do Brasil. A secretaria de Estado da Fazenda deverá editar também uma instrução normativa para a inclusão de materiais inerentes à produção na lista de geradores de crédito de ICMS. O governo reduziu ainda a taxa de juros prevista no Programa de Financiamento de Projetos de Reflorestamento (Pró-Floresta) de 6% para 4% ao ano

A capacidade instalada de produção no Estado chega a 8 milhões de toneladas. Metade da produção mineira de ferro-gusa é exportada para os mercados da Europa, Ásia e uma pequena parte é vendida na América do Sul. Em Sete Lagoas, na região central do Estado, e principal polo de produção de gusa em Minas, as estimativas do Sindicato dos Metalúrgicos local são de que somente o setor de gusa tenha demitido 3,2 mil trabalhadores, desde o agravamento da crise, em setembro.

No entanto, conforme o presidente do sindicato, Ernane Geraldo, uma empresa produtora conseguiu religar um alto-forno nos últimos dias. Atualmente na região, dos 39 altos-fornos existentes, cinco estão em funcionamento.

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