México admite revisar acordo automotivo com Brasil

Secretário de Economia do México descarta cancelamento do acordo

EFE | 04/02/2012 09:29

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O Governo mexicano indicou nesta sexta-feira que está disposto a analisar os problemas que o Brasil pode ter com relação ao acordo automotivo entre as duas nações, mas segue apostando em manter o convênio e até vê a possibilidade de ampliá-lo.

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"Não há preocupação quanto a um possível cancelamento deste acordo de complementação econômica com o Brasil", afirmou nesta sexta-feira o secretário de Economia do México, Bruno Ferrari. A autoridade mexicana usou a imprensa para rebater as informações divulgadas desde o Brasil dando conta de que o país sul-americano teria a intenção de revisar o tratado que regula o comércio de automóveis e autopeças com o México.

Foto: Getty Images Ampliar

Ferrari: acordo com Brasil pode ser revisto

Produtores brasileiros dizem sentir-se prejudicados diante do aumento das importações de autopeças e automóveis mexicanos, o que pode afetar esta indústria no Brasil. Em declarações à emissora local "Radio Mil", Ferrari disse que o México não recebeu nenhuma notificação sobre um possível cancelamento do acordo que regula o comércio de automotores com o Brasil e com as demais nações do Mercosul (Argentina, Uruguai e Paraguai).

"Nós sempre estivemos dispostos a nos sentar para entender qual é a problemática que o Brasil pode ter, entendê-la bem e ver o que podemos fazer", afirmou Ferrari. Além disso, o secretário mexicano confirmou informações procedentes do Brasil indicando que grupos de trabalho dos dois países se reunirão na próxima semana em Brasília para analisar os problemas brasileiros.

Em declarações anteriores a jornalistas, Ferrari destacou a "relação comercial crescente" entre México e Brasil, e lembrou que o setor automotivo representa apenas 40% da troca comercial entre as duas nações. Este tema foi abordado em uma conversa telefônica nesta sexta-feira entre a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e o líder mexicano, Felipe Calderón, segundo informaram fontes oficiais brasileiras.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio do Brasil, Fernando Pimentel, disse em entrevista coletiva que a partir dessa conversa da semana que vem haverá "um processo de negociação dos novos termos do acordo". "Neste momento o acordo não está equilibrado. Atualmente, o acordo não beneficia o Brasil.

Tivemos uma conversa produtiva, e o presidente Calderón manifestou total disposição em revisar os termos do acordo", acrescentou Pimentel. Segundo dados oficiais brasileiros, as importações de automóveis do México aumentaram no ano passado 40%, a mesma proporção em que caíram as exportações de veículos brasileiros rumo ao México, o que gerou um déficit de quase US$ 1,7 bilhão nesse setor.

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