México, 10 ago (EFE).- Sete estados mexicanos realizam neste domingo a segunda das três fases previstas do plebiscito sobre a reforma energética promovida pelo Governo, convocada pelo Partido da Revolução Democrática (PRD) e por seus parceiros de esquerda.

Campeche, Colima, Oaxaca, Puebla, Tabasco, Iucatã e Quintana Roo são os estados convocados para votar a iniciativa de reforma energética, apresentada ao Congresso pelo presidente Felipe Calderón em 10 de abril.

A esquerda diz que a medida tem caráter de privatização.

O PRD, principal incentivador do plebiscito, acredita que cerca de 400 mil pessoas irão às mais de três mil mesas de votação espalhadas pelos estados.

Tabasco será o estado que mais terá mesas (1,2 mil), à frente de Puebla (750), Oaxaca (580), Iucatã (200), Quintana Roo (130), Campeche (110) e Colima (90).

Para o plebiscito de hoje foram impressas quase 2,1 milhões de cédulas e os resultados definitivos devem ser anunciados amanhã.

As eleições nos sete estados, entre os quais estão dois que têm grande atividade petrolífera, Campeche e Tabasco, serão monitoradas por um órgão governamental no Distrito Federal.

A capital mexicana foi a primeira a realizar o plebiscito, em 27 de julho.

Ainda está prevista a terceira e última fase do pleito, marcada para o próximo dia 24 em 15 estados do país.

Dos que votaram no plebiscito na capital mexicana, aproximadamente 800 mil pessoas, 83,98% rejeitaram o projeto de reforma petrolífera.

O número de eleitores representou apenas 10% do total do eleitorado, que é de nove milhões.

Alguns analistas assinalaram que a proposta de Calderón não representa uma "reforma energética integral", apesar de buscar a abertura ao capital privado para vários setores petroleiros, em particular os de refino e os de transporte de combustíveis.

A ferrenha oposição à reforma dos setores de esquerda, que se identificam com o ex-candidato presidencial Andrés Manuel López Obrador, levou os legisladores a tomar as tribunas do Congresso mexicano em abril.

Atualmente, parlamentares de vários partidos políticos analisam diferentes propostas para encontrar uma versão final de reforma petrolífera e apresentá-la ao plenário em setembro. EFE act/fh/rr

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