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O governo do Estado iniciou o processo de desapropriação por via amigável ou judicial de 114 imóveis para a construção da segunda fase da Linha 5- Lilás do Metrô, entre as Estações Adolfo Pinheiro e Subestação Bandeirantes (ao lado da Avenida Bandeirantes). Já foi decretada a utilidade pública desses locais nos bairros de Campo Belo e Santo Amaro, na zona sul da capital.

Ontem, começaram a ser entregues aos proprietários as cartas com informações sobre o processo de desapropriação.

São 25 áreas que darão lugar ao novo trecho de metrô entre a Estação Largo 13, em Santo Amaro, e a Chácara Klabin, que totalizam 68,8 mil metros quadrados. O Metrô pediu urgência na tramitação dos processos. Além de imóveis comerciais, como lojas e mercados, também serão derrubados imóveis residenciais de classes média e de alto padrão, além de prédios.

O custo estimado dessas desapropriações é da ordem de R$ 130 milhões, segundo o Metrô. Em nota, a companhia informou que "a indenização levará em conta o valor de mercado do imóvel e será fixada pelo juiz do processo, com base em avaliação realizada por peritos judiciais".

Entre os imóveis comerciais a serem desapropriados ou parte deles está a sede de um laboratório farmacêutico internacional, na Avenida Professor Vicente Rao com a Santo Amaro, uma concessionária de veículos na Avenida Santo Amaro com a Roberto Marinho, três supermercados de rede, na esquina da Santo Amaro com a Rua Demóstenes, imediações da Rua Nebraska e ao lado da Avenida Morumbi, uma instituição financeira na esquinas das Avenidas Morumbi com Santo Amaro, entre outros locais.

O Metrô promete a instalação de uma central de relacionamentos com os proprietários dos imóveis das regiões atingidas. A central deverá ficar na Estação Adolfo Pinheiro. Também foi prometida a disponibilização no site da própria companhia das plantas dos perímetros dos imóveis que darão lugar à Linha 5.

"Acho que vai ser bom para os moradores do bairro. Mas durante as obras vamos passar por transtornos, não há dúvidas. Não se faz omelete sem quebrar os ovos", disse Mirtes de Souza, moradora na Avenida Santo Amaro, numa área bem próxima das desapropriações.

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