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Metalúrgicos vão protestar amanhã contra bancos em SP

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC vai realizar amanhã às 10 horas um protesto contra banqueiros na Avenida Paulista, em frente à sede do Banco Real. Em nota enviada à imprensa, o sindicato destaca que o protesto será realizado em frente ao escritório do presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Fabio Barbosa, que também preside o Grupo Santander no Brasil (que comprou o Banco Real).

Agência Estado |

"O protesto vai exigir que os bancos parem de especular por conta da crise internacional e usem a ajuda que receberam do governo federal para liberar crédito ao consumidor", disse o sindicato. "Do total de R$ 30 bilhões, em compulsório, que o Banco Central colocou à disposição dos grandes bancos, somente R$ 5 bilhões teriam sido usados para adquirir carteiras de bancos menores - a maioria financiamento de veículos e de consignado - até sexta-feira", afirma comunicado da entidade.

Segundo o sindicato, a manifestação não está relacionada ao anúncio da fusão do Banco Itaú e do Unibanco. Apesar disso, a notícia gerou preocupação entre os sindicatos. A Força Sindical divulgou nota afirmando que a união das duas instituições "pode ser o início de uma concentração predatória, que poderá gerar monopólio num setor estratégico para o desenvolvimento do País".

Ainda na nota, assinada por seu presidente Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, a Força Sindical destaca que "a concentração que não pode, em hipótese alguma, ditar as regras sobre taxas, tarifas e serviços bancários". "Vale ressaltar que o setor produtivo já tem sido penalizado pelas altas taxas de juros. É importante que o governo abra negociação com as centrais sindicais para evitar desemprego nesta área sensível, justamente neste momento de crise econômica internacional."

Hoje pela manhã, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), afirmou temer que a fusão do Banco Itaú com o Unibanco gere uma onda de demissões. "O Itaú, inclusive, de todos os bancos que estiveram envolvidos em processos de fusões, foi o banco mais agressivo nas demissões aos trabalhadores", disse o secretário-geral da entidade, Carlos Cordeiro.

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