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Metalúrgicos têm reajuste de 11%

Depois do acordo bem-sucedido na região do ABC, ontem foi a vez dos metalúrgicos de Taubaté aprovarem a proposta das montadoras. Os trabalhadores da Volkswagen e da Ford aceitaram, por unanimidade, o aumento de 11,01%, igual ao aceito no ABC.

Agência Estado |

A proposta, fechada após 12 horas de negociações, inclui um aumento real de 3,6%, além de um abono de R$ 1.450 a ser pago no próximo dia 22 de setembro. "Se incorporarmos o abono, pela média mensal chegamos a um aumento real de 5%", diz o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, Isaac do Carmo.

A categoria considera esse aumento real uma conquista histórica. Carmo afirmou que a mobilização dos trabalhadores foi fundamental para que isso ocorresse. Para o sindicalista, a proposta se aproxima da lógica que vinha sendo considerada pelos trabalhadores nas negociações. "De 2000 para cá, o melhor aumento real que tivemos foi de 4,4%, em 2004, mas a média foi de 3%", disse.

Com o acordo, segundo ele, está afastada a possibilidade de greve nas montadoras, que reúnem cerca de 7 mil trabalhadores. Hoje, está previsto o reinício das negociações com o setor de autopeças, com boas chances de acordo. "Nossa meta é conseguir os mesmos 11,01% para os demais setores", afirmou Carmo.

Os trabalhadores da General Motors, que na semana passada pararam por 24 horas, também fariam assembléia no início do primeiro turno de hoje. Embora considere que a proposta patronal tenha avançado, o Sindicato dos metalúrgicos local, filiado à Conlutas, também quer ver o abono incorporado ao salário.

Em Campinas, a situação é diferente. O Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região marcou uma nova assembléia para 14 de setembro. Até lá, a categoria pretende dar continuidade às paralisações de 24 horas, como vem ocorrendo desde o começo do mês de dissídio dos trabalhadores. A assembléia de ontem, que reuniu cerca de 250 pessoas, teve pouca adesão.

"Já estávamos prevendo essa situação. Com a nova data, ganhamos mais um período para o pessoal de frente do movimento levar as propostas para o maior número de fábricas", disse o presidente do sindicato, Jair dos Santos.

Segundo ele, a estratégia é não interromper a mobilização pela melhoria das propostas dos sindicatos patronais. Na semana passada, pelo menos 17 mil funcionários da região aderiram às paralisações de um dia.

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