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Metalúrgicos param fábricas no ABC e interior

Na tentativa de pressionar as montadoras de veículos durante as negociações de reajuste salarial, metalúrgicos pararam a produção da fábrica da Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, na tarde de ontem. A greve dos cerca de três mil funcionários deve durar por 24 horas, o que significa que cerca de 150 caminhões e ônibus deixam de ser fabricados no período, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Agência Estado |

Houve ainda paralisações no interior do Estado de São Paulo, nas unidades da Mercedes-Benz, em Campinas; General Motors, em São José dos Campos; Honda, em Sumaré; e Toyota, em Indaiatuba.

Os protestos respondem à proposta feita anteontem pelo Sindicato Nacional das Indústrias de Veículos Automotores (Sinfavea) de repor a diferença da inflação nos salários, mais um aumento real de 1,25% - considerada insuficiente pelos trabalhadores. "As empresas não estão tendo sensibilidade", afirmou Moisés Selerges, diretor-executivo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que trabalha há 23 anos na Mercedes-Benz e liderou a greve. A Mercedes-Benz, a Toyota e a Honda não quiseram comentar o assunto.

Uma nova rodada de negociações está agendada para hoje, às 14 horas, mas as manifestações não devem parar. Sindicatos filiados à Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo e à Força Sindical prometem realizar hoje um protesto seguido de passeata, que sairá às 9 horas do bairro de Higienópolis, na zona oeste de São Paulo, e seguirá até a sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista, para a entrega da pauta de reivindicações.

Em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, cerca de nove mil trabalhadores da General Motors paralisaram suas atividades ontem, nos três turnos. A greve deve durar até a entrada do primeiro turno, às 5h30 de hoje, conforme estratégia adotada pelo Sindicato dos Metalúrgicos local. Cerca de 950 carros deixaram de ser produzidos. Em Taubaté, cerca de 7,1 mil trabalhadores da Volkswagen e da Ford, aprovaram a realização de uma assembléia geral, no domingo.

Na região de Campinas, cerca de 6,1 mil funcionários aderiram à paralisação em ao menos três empresas: Honda, em Sumaré; Toyota, em Indaiatuba; e Mercedes-Benz, em Campinas. Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 18,83% e piso salarial de R$ 1.450,00.

De acordo com dados do sindicato local, a Toyota emprega cerca de 1,9 mil pessoas e produz 300 veículos do modelo Corolla por dia. Entre janeiro e julho de 2008, vendeu 10% a mais que o mesmo período de 2007. A Honda tem cerca de 3,5 mil trabalhadores que produzem 650 veículos por dia.

A Mitsubishi, fabricante do utilitário-esportivo Pajero e da picape L200 em Catalão (GO), demitiu esta semana 130 trabalhadores, um mês depois de ter criado um segundo turno na fábrica com a contratação de 150 funcionários. A montadora alega ajuste de produção diante da queda das vendas, mas não deu detalhes. A empresa produz cerca de 120 veículos por dia em emprega aproximadamente duas mil pessoas e tinha planos de introduzir novos produtos na linha de montagem brasileira. Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão, Carlos Albino, se as demissões de fato são conseqüência da queda nas vendas, "a empresa deveria demitir quem planejou o segundo turno e não previu queda de vendas num espaço tão curto de tempo".

Em protesto contra os cortes, um dos demitidos, o sindicalista Danilo Nunes, acorrentou-se em frente à fábrica. De acordo com Albino, o sindicato entregou ontem à empresa pauta reivindicando três meses de cesta básica e de convênio médico para os demitidos, além de curso de qualificação de seis meses, aviso prévio de 60 dias e reintegração do diretor da entidade.

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