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Metalúrgicos mantêm aviso de greve no ABC paulista

Após uma tarde de negociações com o Sindicato Nacional das Indústrias de Veículos Automotores (Sinfavea), os metalúrgicos do Grande ABC paulista mantiveram o aviso de greve feito às montadoras de veículos no último domingo (dia 31). A conversa terminou ontem sem grandes avanços para os trabalhadores, segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre.

Agência Estado |

A proposta feita pelo Sinfavea foi de repor a diferença da inflação nos salários, mais um aumento real de 1,25%. "Avançou um pouco (em relação ao 0,5% proposto na negociação anterior), mas é insuficiente", disse Nobre.

Uma nova rodada de negociações está agendada para amanhã, às 14 horas. Como o prazo do aviso de greve de 48 horas se encerra antes disso, é possível que, a partir de hoje, haja manifestações em algumas fábricas. "Não será greve geral. Mas como estamos longe de acordo, vamos demonstrar nosso descontentamento." O sindicalista alega que, com os recordes sucessivos de vendas ostentados pela indústria automobilística, é possível melhorar a proposta. "Todos os economistas têm dito que o crescimento se deve à recuperação do poder de compra e dos salários. Não reajustar significa jogar contra o crescimento." O Sinfavea não quis se manifestar sobre a rodada.

No Vale do Paraíba, interior de São Paulo, os trabalhadores estão mobilizados para paralisar as atividades nas empresas, caso não haja acordo. Ontem, houve nova rodada de negociações convocada pelos sindicatos patronais, mas até as 18 horas de ontem não havia sido divulgado o resultado. "A greve é quase irreversível, pois não acreditamos em uma nova proposta convincente dos patrões", disse o secretário geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Luiz Carlos Prates, o Mancha. A categoria reivindica 18,83% de reajuste salarial, reposição das perdas salariais a cada vez que a inflação atingir 3%, e piso de R$ 1.450.

Paraná

No Paraná, cerca de 8 mil metalúrgicos decidiram paralisar as atividades nas montadoras Renault-Nissan e Volkswagen-Audi, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, por pelo menos 48 horas. Eles rejeitaram a proposta do Sinfavea de reajustar os salários de acordo com o Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC) integral, de 7,6%, mais aumento real de 0,5%. Os trabalhadores reivindicam, além da reposição pelo INPC, um aumento real de 5% mais R$ 1,5 mil de abono. Na Volvo, em Curitiba, os trabalhadores decidiram retornar ao trabalho, após negociação independente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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