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Metalúrgicos fazem ato em Diadema

Mais de 400 metalúrgicos protestaram ontem contra a primeira demissão em massa ocorrida na base do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC) desde o agravamento da crise econômica. A manifestação ocorreu em frente à fábrica de componentes automotivos TRW, em Diadema, e marcou a volta da atividade do SMABC, que estava em férias coletivas.

Agência Estado |

A TRW demitiu 172 funcionários por telegrama em 20 de dezembro. "A empresa mostrou desrespeito com os trabalhadores e sequer considerou outras medidas para a manutenção do emprego", diz o presidente do sindicato, Sérgio Nobre. A unidade empregava 630 pessoas. O sindicato exige a readmissão dos metalúrgicos e promete nova paralisações.

De acordo com o sindicato, a TRW não sentiu os efeitos da crise porque chegou a pagar horas extras em dezembro. "Como pode uma empresa que paga horas extras estar em crise?", questiona Nobre. Segundo ele, a maioria das empresas com as quais o sindicato conversou no fim do ano passado concordou em esperar o fechamento do primeiro trimestre antes de pensar em demissão. Ele acredita que até lá, medidas previstas na legislação podem conter os cortes. "Temos mecanismos como banco de horas e férias coletivas."

Em outubro e novembro, a TRW havia demitido 85 funcionários da fábrica de Santo André, onde trabalhavam 700 pessoas. Os metalúrgicos do turno da madrugada tiveram de sair no meio do expediente, às três horas, logo que receberam a notícia. "Após a ceia comparecemos a uma reunião e nos disseram que teríamos que sair da fábrica", diz o operador de máquina injetora, Renato César, de 38 anos.

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