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Metalúrgicos de todo o País tiveram as férias coletivas adiantadas em decorrência da crise financeira internacional. Ontem, foi o primeiro dia de férias de 8,6 mil trabalhadores da General Motors do Brasil em três unidades da montadora: São Caetano do Sul, Mogi das Cruzes e São José dos Campos.

Em Manaus, 7 mil trabalhadores de várias fábricas ficaram em casa, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas.

Na sexta-feira, os trabalhadores assistiram a um vídeo gravado pelo presidente da General Motors do Brasil e Mercosul, Jaime Ardila. No material, Ardila explicou os motivos das férias coletivas. "Por causa da queda das exportações que estamos tendo pela situação de alguns de nossos clientes no México, África do Sul, Venezuela e Argentina seria importante para nós reduzirmos razoavelmente a produção. Fomos, como vocês sabem, os primeiros a tomar a decisão."

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, Aparecido Inácio da Silva, diz que o clima é de apreensão. "Não resta dúvida que isso é altamente desconfortável e ficamos preocupados, mas consideramos que a GM saiu na dianteira e se preparou para uma situação emergencial", afirma. Segundo ele, se essa iniciativa não fosse tomada agora, medidas mais drásticas poderiam ser tomadas no futuro. Em Manaus, a previsão é que mais de 10 mil metalúrgicos entrem em férias coletivas até o fim do mês. Só o grupo Moto Honda, um dos maiores do pólo industrial, adiantou férias coletivas para 5 mil trabalhadores, da Moto Honda, Honda Lock e Honda Componentes. Em Curitiba, a Volkswagen anunciou ontem que vai conceder férias coletivas a 900 trabalhadores que fazem o terceiro turno na unidade de São José dos Pinhais, na região metropolitana, como uma forma de "adequação do processo produtivo". Os trabalhadores ficarão em casa durante dez dias, entre 3 e 13 de novembro. A empresa monta na unidade paranaense 810 veículos por dia nos três turnos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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