A assembléia realizada na manhã de hoje pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região teve pouca adesão e reuniu cerca de 250 pessoas. Dessa maneira, o sindicato marcou uma nova assembléia para o dia 14 de setembro.

Até lá a categoria pretende dar continuidade às paralisações de 24 horas nas empresas, como vem ocorrendo desde o começo do mês de dissídio dos trabalhadores. "Já estávamos prevendo essa situação. Assim, com a nova data, ganhamos mais um período para o pessoal de frente do movimento levar as propostas para o maior número de fabricas", disse o presidente do sindicato Jair dos Santos. Segundo ele a estratégia é não interromper a mobilização pela melhoria das propostas dos sindicatos patronais.

Durante a semana pelo menos 17 mil funcionários de diversas empresas da região metropolitana de Campinas aderiram às paralisações de um dia como forma de pressão. Segundo Santos, outra vantagem com a nova data de assembléia é que os trabalhadores do setor de autopeças já terão as propostas do Sindipeças que devem ser apresentadas em reunião amanhã. O Sindipeças estava esperando a definição das montadoras.

Apesar da negociação transcorrer para cada segmento de atividade, o sindicato propõe a unificação salarial com um piso de R$ 1.450,00 para os trabalhadores das categorias de autopeças, montadoras e eletroeletrônicos. E ainda um gatilho para corrigir as perdas com a inflação.

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