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Metalúrgicos ameaçam planos das montadoras

Economia aquecida e produção recorde de carros, ainda que em agosto tenha ocorrido uma desaceleração das vendas, desencadeou um movimento grevista que pode se transformar num dos mais fortes protestos por salários desde 2001, quando as principais montadoras do País ficaram paradas por uma semana. Paralisações parciais estão ocorrendo desde o início da semana, mas há ameaça de greve por tempo indeterminado a partir de segunda-feira.

Agência Estado |

Ontem, representantes das montadoras e dos metalúrgicos se reuniram em São Paulo para tentar um acordo. O encontro teve início às 14 horas e até as 20 horas não havia terminado. O movimento ocorre entre trabalhadores das montadoras de São Paulo e do Paraná, com data-base em 1º de setembro. Ambos respondem por 63% da produção nacional de veículos.

Os metalúrgicos aproveitam o bom momento do setor para reivindicar reposição de perdas e aumento real. Eles não falam em índices, mas acharam "insignificante" a oferta de 1,25% apresentada pelas montadoras. "No ano passado tivemos 2,5% de aumento real; como as empresas podem oferecer menos agora, se a produção aumentou, houve ganho de produtividade e nós estamos trabalhando mais?", indaga Moisés Selerges, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

No Paraná, as linhas de montagem da Volkswagen e da Renault/Nissan estão paradas desde segunda-feira. A Volvo, fabricante de caminhões, abandonou o Sindicato Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Sinfavea) e negociou à parte com seus 2,6 mil funcionários. Ofereceu reajuste de 10,1% e abono de R$ 1,5 mil, aceito em assembléia, ontem.

O presidente do Sinfavea/Anfavea, Jackson Schneider, disse que as negociações não podem ter como base o momento, mas o longo prazo. "Precisamos pensar nas condições de competitividade dessas regiões e também na competitividade que nossa indústria tem no mundo", disse. "Com o real valorizado, qualquer aumento real específico significará aumento de custo."

Paralelamente ao movimento nas montadoras, sindicatos filiados à Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo e à Força Sindical entregaram ontem à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), após passeata pela Avenida Paulista, pauta pedindo 20% de aumento salarial ( produtividade e perdas salariais), valorização do piso salarial e jornada de 40 horas por semana, entre outros. A campanha envolve 54 sindicatos, que representam cerca de 700 mil metalúrgicos com data-base em 1º de novembro.

No caso dos metalúrgicos do ABC, em São Paulo, e do Paraná - muitos filiados à CUT -, estão programadas assembléias amanhã para votar se haverá greve por tempo indeterminado a partir de segunda-feira.

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