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Setores da indústria que produzem insumos e equipamentos ligados à construção civil e a investimentos são os que estão hoje com melhores perspectivas para o emprego que no período pré-crise, aponta estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que comparou o emprego previsto para três meses no primeiro trimestre deste ano em relação à média das expectativas dos empresários de julho de 2007 a junho de 2008. De 14 segmentos da indústria pesquisados pela FGV, neste ano quatro estão com perspectivas para o emprego equivalentes à fase pré-crise e seis setores já superam os resultados atingidos nesse período.

Setores da indústria que produzem insumos e equipamentos ligados à construção civil e a investimentos são os que estão hoje com melhores perspectivas para o emprego que no período pré-crise, aponta estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que comparou o emprego previsto para três meses no primeiro trimestre deste ano em relação à média das expectativas dos empresários de julho de 2007 a junho de 2008. De 14 segmentos da indústria pesquisados pela FGV, neste ano quatro estão com perspectivas para o emprego equivalentes à fase pré-crise e seis setores já superam os resultados atingidos nesse período. São eles: minerais não metálicos, que englobam insumos usados pela construção civil; mecânica; celulose, papel e papelão; produtos de matérias plásticas ; vestuário e calçados e metalurgia. Nesse último setor, 35,2% das empresas pretendem contratar e praticamente nenhuma demitir. Antes da crise, 22,8% delas queriam admitir e 3% dispensar funcionários. A Camargo Corrêa Cimentos, por exemplo, faz parte do rol de empresas que pretendem contratar. A pesquisa aponta que 38,7% das cimenteiras querem neste ano ampliar o número de trabalhadores no trimestre março/maio. Na fase pré-crise, essa era a intenção de apenas 10,3% das empresas no cenário do emprego para o trimestre. Segundo Humberto Farias, presidente da empresa, uma conjugação favorável de fatores contribui positivamente para o aumento do emprego no setor. Entre esses fatores, ele aponta o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) destinado à execução de grandes obras públicas, o programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida, os investimentos no setor imobiliário e, na economia em geral, além do consumo formiga de cimento, aquele usado na autoconstrução e que responde pela metade das vendas do setor. Farias diz que a sua empresa não foi afetada pela crise. No ano passado, contratou 200 trabalhadores diretos e planeja admitir mais 200 este ano. Destas, vinte vagas já foram preenchidas no primeiro trimestre. Rotatividade. "Está mais difícil contratar e reter o funcionário neste ano porque o mercado ficou mais competitivo", conta Farias. Além de aumentar a remuneração, a empresa está oferecendo plano de carreira e treinamento para os funcionários. O segmento de caminhões e ônibus, que é termômetro do ritmo de investimento, é outro apontado pela pesquisa com cenário favorável para a produção e o emprego. Quase 90% das indústrias do setor planejam contratar no trimestre março-maio deste ano. No período pré-crise, o indicador estava em 53,3%. A MAN Latin America/Volkswagen acaba de abrir o terceiro turno na fábrica de caminhões e ônibus em Resende (RJ). Para isso, contratou 700 pessoas. "Antes da crise tínhamos 5.200 trabalhadores. Com o terceiro turno, voltamos para esse nível", afirma o presidente da empresa, Roberto Cortes. Ele diz que estuda mais contratações neste ano para uma nova linha de caminhões pesados voltados à mineração, que a empresa logo vai lançar no mercado. Por enquanto, o cenário se mostra favorável à produção e ao emprego nas fábricas de autopeças. O estudo revela que quase 60% das indústrias do setor vão ampliar as contratações para três meses na média deste ano. A Honeywell, que fabrica turbos para motores de diesel de tratores e picapes, ampliou em 10% o emprego em 2009 e avalia novas contratações para este ano. Puxadas pelo mercado doméstico, o diretor geral da empresa, José Rubens Vicari, conta que a vendas cresceram 72% no primeiro trimestre deste ano na comparação a 2009. Pelos pedidos colocados, a indicação é de que o segundo trimestre será favorável, em razão da renda da safra. "A incógnita é o comportamento do mercado no segundo semestre, com a volta do IPI integral e a provável alta dos juros." <i>As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.</i>
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