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Meta é perseguir PIB em torno de 4% em 2009, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que o objetivo do governo brasileiro é o de perseguir um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em torno de 4% no próximo ano. De acordo com ele, se o resultado for de 0,2 ponto porcentual a mais ou a menos, se tratará de uma firula.

Agência Estado |

 

"Apesar de esperarmos desaceleração, o governo tomará medidas para que a economia não tenha uma queda forte, mesmo que o Fundo Monetário Internacional fale de um crescimento do Brasil de apenas 3%", afirmou.

Mantega disse que a revisão da projeção do Fundo para a expansão brasileira não mexeu com o seu humor. Estava mais preocupado há três ou quatro semanas, quando havia uma onda de vários bancos quebrando. Hoje o cenário é mais tranqüilo e acredito que o crescimento de 4% seja possível", disse em entrevista, em São Paulo.

Ele ressaltou que nos últimos anos as projeções do governo brasileiro para o crescimento do PIB foram as que mais condisseram com a realidade. O ministro voltou a dizer que pretende fazer uma poupança de 0,50 ponto porcentual do PIB para direcionar ao Fundo Soberano Brasileiro no próximo ano. O montante desse ano, segundo ele, já está alocado no Tesouro Nacional e será enviado ao Fundo assim que ele for aprovado pelo Senado. "Isso diminui a dívida e nos permite praticar juros menores na economia."

O ministro descartou a possibilidade de os países emergentes abrirem ações contra os países avançados pelos erros que cometeram e que culminaram na atual crise financeira internacional. "Mas podemos exigir mais crédito", afirmou, explicando que muitos países estão perdendo reservas com muita rapidez, o que vem atrapalhando o desenvolvimento das economias locais. "Existe saída de recursos também no Brasil, mas é pequena. O Brasil não está preocupado com isso", emendou.

Para ele, o pior da crise mundial já foi estancado. "O derretimento de setembro e outubro foi atenuado, mas isso não significa que a crise passou", disse. Segundo ele, ainda há problemas de liquidez e falta de crédito interbancário.

Durante a coletiva, Mantega considerou "razoável" o prazo de cem dias estipulado pelas economias desenvolvidas para tomar medidas importantes no combate à crise. "Isso dá mais confiança aos mercados e dará tempo para que o novo presidente dos Estados Unidos (Barack Obama) tome posse".

De acordo com ele, em momentos de transição de governos, é difícil tomar medidas tanto pelo presidente que ainda está no poder quanto pelo que vai entrar. "Os países emergentes estão prontos para ajudar nessa formulação", se prontificou. Na avaliação de Mantega, esse período de 100 dias não significa que haverá uma reorganização de todo o sistema financeiro mundial. Isso, segundo ele, demorará mais tempo.

Mantega afirmou ainda que não há "a menor sombra de dúvidas" de que o Brasil está disposto a participar com mais recursos para ganhar uma fatia maior no Fundo Monetário Internacional. "Por enquanto, é o FMI que não está disposto a nos dar uma participação maior", afirmou. Ele disse ainda que, no domingo, ao final das reuniões do G-20, serão conhecidas com mais detalhes as propostas discutidas no encontro em São Paulo e que serão levadas aos chefes de Estado de cada país participante.

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