BRASÍLIA - O governo pretende anunciar a meta de construir 1 milhão de moradias para as famílias com renda entre dois e cinco salários mínimos mensais até o final do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Esse deverá ser o núcleo do pacote de estímulo à construção civil que Lula planeja anunciar na próxima quarta-feira.

Haverá também medidas para a classe média, como a correção do teto do valor do imóvel a ser adquirido pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) dos atuais R$ 350 mil para R$ 500 mil.

As linhas gerais do pacote foram apresentadas a Lula na quinta-feira. Ele gostou, mas pediu uma série de detalhamentos. O Planalto aposta suas fichas na construção civil por ser um setor que emprega muito e acolhe trabalhadores com pouca qualificação.

É um importante contraponto à onda de desemprego iniciada em novembro. Além disso, é uma forma de expandir o Produto Interno Bruto (PIB) sem pressionar o balanço de pagamentos, já que a construção civil usa poucos insumos importados.

O público preferencial do pacote são as famílias com renda mensal até cinco salários mínimos (R$ 2.075,00). Segundo dados do Ministério das Cidades, o déficit habitacional do País é de 7,2 milhões de moradias, e 54% desse montante está concentrado nas famílias com renda entre R$ 600 e R$ 1,6 mil . É também esse grupo que responderá por 47% da demanda por imóveis nos próximos 15 anos.

Para atingir a meta, o governo planeja ampliar o chamado Programa de Arrendamento Residencial (PAR), que hoje atende a mutuários com renda de até R$ 1,8 mil mensais. Por esse programa, a família paga o arrendamento (uma espécie de aluguel), mas tem a opção de comprar o imóvel a partir do 5º ano do contrato, que é de 15 anos.

O agente financeiro é a Caixa Econômica Federal. De 2000 até agora, o PAR financiou 218 mil moradias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Leia mais sobre: moradia

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.