O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou nesta sexta-feira que o regime de metas de inflação seja incompatível com o objetivo de perseguir o resultado nominal. Não, absolutamente. Não tem nada a ver uma coisa com a outra, disse ele, após se reunir com o governador de São Paulo, José Serra, no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista.

Na avaliação do ministro, é preciso que o governo faça um esforço fiscal para reduzir ou limitar o aumento de todas as despesas, tais como os gastos correntes e com o pagamento de juros. "Devemos evoluir para dar um enfoque maior ao nominal. Nosso objetivo não tem de ser apenas o superávit primário", acrescentou.

Mantega ressaltou, porém, que a obtenção do déficit nominal zero não será um entrave ao trabalho do Banco Central. "O BC tem uma missão, que é perseguir as metas de inflação que lhe são estabelecidas. Ele não tem de olhar para nenhuma outra variável econômica", assegurou. De acordo com Mantega, essa tarefa será do Ministério da Fazenda. "Cabe ao Ministério da Fazenda fazer com que essa equação tenha um resultado positivo", sustentou.

O ministro garantiu que o BC continuará a ter total liberdade de atuação. "O BC vai continuar olhando a meta de inflação e tendo toda liberdade para que possa atingir todos os objetivos de inflação", afirmou.

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