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Meta de expansão em 2009 deve ficar entre 4,5% e 5%, diz novo secretário de Política Econômica

BRASÍLIA - O Ministério da Fazenda vai rever a projeção de 5% de crescimento da economia para 2009, à luz do novo cenário de desaceleração econômica internacional e aumento da inflação, disse, hoje, o novo secretário de Política Econômica (SPE), Nelson Barbosa. Mas ele afirmou que ficará entre 4,5% e 5%, o que é sustentável mesmo com eventuais pressões inflacionárias.

Valor Online |

Barbosa, cuja substituição a Bernard Appy na SPE foi oficializada hoje, disse também acreditar que num contexto mais favorável, talvez no final de 2009, inicio de 2010, a inflação poderá convergir para a meta de 4,5%. A meta de 2010 foi confirmada em 4,5% com intervalo de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, porque achamos que isso é suficiente para abrigar impacto de choques externos que já vieram ou que virão, afirmou.

O ex-titular da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) da Fazenda comentou ainda que não preocupa o crescimento do déficit em conta corrente do setor externo, pois há um perfil positivo. Não temos meta para o saldo em conta corrente e sim de investimento, e essa contrapartida está ocorrendo, afirmou. O que mais cresce no Brasil é o investimento.

Durante fórum dirigido a executivos do governo no Palácio do Planalto, Barbosa disse que a revisão da projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) deverá estar contemplada nos indicadores macroeconômicos que servirão de base para a elaboração da proposta de Orçamento da União 2009, a ser enviada ao Congresso até o fim de agosto. Depois de afirmar na palestra, ele procurou minimizar. A gente sempre revisa as projeções, é um processo natural , disse, mas ainda não temos um número exato.

Ele voltou a explicar que o cenário internacional se alterou, daí a revisão na projeção para o PIB, que até junho era apontada pelo ministro Guido Mantega em 5% para 2008 e 2009. Ontem no Congresso, o próprio Mantega disse que o PIB deste ano deve ficar entre 4,5% e 5%.

Vamos deixar claro uma coisa, disse Barbosa. O governo não define o crescimento, que é resultado da atividade de toda a economia. Segundo ele, a função do governo é tomar decisões para manter a inflação sob controle e criar condições para garantir o crescimento e, nesse sentido, as medidas tomadas são consistentes para garantir crescimento de 4,5% a 5%, nesse novo cenário macroeconômico.

Afirmou ainda que as medidas tomadas deixam claro que o governo brasileiro não vai deixar a inflação fugir de controle. Ele citou no seminário que a política fiscal já é contracionista desde o final de 2007, antes mesmo do aumento dos juros iniciado em abril pelo BC. A convergência da inflação para as metas será mais rápida ou não a depender do efeito defasado do juro mais elevado ou de novos ajustes de política econômica, se necessário, complementou.

Questionado sobre a meta de o país atingir 1,25% de participação no mercado exportador mundial, diante da situação atual de desaceleração das vendas internacionais, Barbosa respondeu que a meta é realista e factível, embora desafiadora.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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