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Mesmo com juros em alta, Bradesco aumenta projeções para o crédito

SÃO PAULO - As medidas tomadas pelo governo para conter a inflação por meio de um controle maior sobre a expansão do crédito não devem surtir grande efeito para o Bradesco, pelo menos neste ano. Ao apresentar os resultados referentes ao segundo trimestre, o banco revisou para cima a sua projeção para a carteira de crédito em 2008. Espera agora um crescimento entre 24% e 29%, contra uma estimativa anterior de 21% a 25%.

Valor Online |

 

A mudança nas projeções foi baseada no comportamento das grandes empresas durante os últimos 12 meses. Com importantes projetos de expansão em andamento, essas companhias seguem investindo forte, porém a fonte dos recursos parece ter mudado. Com o impacto da crise financeira internacional sobre as bolsas de valores, o empréstimo bancário voltou a ser um instrumento de captação importante, mesmo diante de juros mais salgados.

Até o ano passado, as grandes empresas recebiam as menores projeções de crescimento de crédito dos bancos brasileiros, justamente devido à forte presença do mercado de capitais no financiamento dos investimentos. Diante do novo cenário, o Bradesco acredita que essa carteira irá crescer entre 22% e 30% neste ano, mais que o dobro da estimativa anterior, de 10% a 15%.

Para os demais segmentos, o banco manteve praticamente inalteradas as previsões, com exceção do crédito consignado. A carteira de pequenas e médias empresas deve crescer de 20% a 23%, enquanto que a de pessoas físicas deve avançar entre 24% e 29%.

Dentro deste último grupo, o Bradesco revelou uma redução importante na expectativa para o crédito consignado. Segundo o presidente do banco, Márcio Cypriano, as mudanças nas regras dessa modalidade de empréstimo e o aumento do custo de captação levaram à uma redução das expectativas. É aguardada agora uma expansão entre 35% e 45%, ante projeção anterior entre 90% e 110%.

O Bradesco encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 2 bilhões, o que representa uma alta de 11,1% em relação ao mesmo período de 2007. O negócio de seguros respondeu por 36% do resultado, enquanto que a prestação de serviços e a oferta de crédito representaram 25% cada uma. Já as operações de tesouraria responderam por 8%, ficando as captações com os 6% restantes.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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