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Brasília, 27 - A crise financeira internacional e seus consequentes efeitos para o comércio mundial não desanimam o Ministério da Agricultura, que aposta em grande potencial de crescimento do agronegócio brasileiro nos próximos anos. Além de o mercado interno ser expressivo para uma lista de produtos pesquisados, os técnicos do ministério destacam o acentuado crescimento do consumo no mercado internacional.

"Países superpopulosos terão dificuldades de atender às demandas devido ao esgotamento de suas áreas agricultáveis", avalia o governo em documento com projeções do agronegócio para os próximos 10 anos.

Um dos fatores que justificam o entusiasmo do governo é a necessidade de reposições de estoques. "As dificuldades de reposição de estoques mundiais; o acentuado aumento o consumo especialmente de grãos como milho, soja e trigo; o processo de urbanização em curso no mundo, criam condições favoráveis aos países como o Brasil, que têm imenso potencial de produção e tecnologia disponível", informaram. Os técnicos do ministério reafirmaram que a disponibilidade de recursos naturais no Brasil é fator de competitividade. O estudo foi elaborado pela Assessoria de Gestão Estratégica do ministério.

No estudo, o governo avalia que os produtos mais dinâmicos para o agronegócio brasileiro deverão ser soja, milho, trigo, carnes, etanol, farelo e óleo de soja e leite. De acordo com cálculos do ministério, a produção de grãos - soja, milho, trigo, arroz e feijão - deverá somar 180 milhões de toneladas na safra 2018/19, contra 139,7 milhões de toneladas no período atual, 2007/08. No caso das carnes (bovina, suína e aves), a estimativa é de incremento de 12,6 milhões de toneladas na produção, o que representa acréscimo de 51% em relação ao volume produzido no ano passado. Também é esperado crescimento na produção de açúcar (15,4 milhões de toneladas), etanol (37 bilhões de litros) e leite (9 bilhões de litros).

No documento, os técnicos também avaliam as perspectivas de comércio para os produtos agrícolas do Brasil. Em dez anos, as exportações brasileiras de carne bovina representarão 60,6% do comércio mundial. O frango brasileiro abastecerá 89,7% do mercado mundial e o suíno, 21%. Os resultados indicam que o Brasil manterá a liderança no mercado mundial de carnes. O estudo pode ser encontrado no site do ministério, em Projeções do Agronegócio - Brasil - 2008/09 a 2018/19 .

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