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Mesmo com crédito em alta, bancos perdem rentabilidade

SÃO PAULO - O crescimento ainda forte do crédito bancário no Brasil não vem sendo acompanhado pela rentabilidade das instituições financeiras. Em seus resultados referentes ao primeiro semestre deste ano, os dois maiores bancos privados do país, Bradesco e Itaú, mostraram uma alta de cerca de 40% nos empréstimos em 12 meses, porém que viram seus índices de retorno sobre o patrimônio ficarem abaixo de 30%.

Valor Online |

A crise financeira internacional, a alta da Selic no mercado local e as novas regras para cobrança de tarifas bancárias explicam boa parte desse fenômeno.

Com a turbulência externa e os juros mais altos, ficou mais caro para os bancos captarem recursos no mercado externo para depois repassá-los na forma de crédito, o que acabou por reduzir o chamado spread. Para completar, as receitas com tarifas e prestação de serviços mostraram crescimento bastante discreto quando comparadas ao avanço da base de clientes e do crédito.

Em meio a esse novo cenário, o Itaú registrou um lucro líquido recorrente (que exclui fatores extraordinários) de R$ 4,057 bilhões no primeiro semestre deste ano, um crescimento de 6,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação entre os primeiros seis meses de 2006 e 2007, a alta no lucro foi bem maior, de 32,9%.

Além dessa desaceleração, o banco mostrou no primeiro semestre uma queda no retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio (ROAE), que passou de 30,5% para 27,5%.

Isso ocorreu no período em que o saldo da carteira de crédito do Itaú avançou importantes 41,3%, para R$ 148,1 bilhões, mas que a receita com prestação de serviços subiu apenas 2,35%, para R$ 5,086 bilhões. Também afetou a rentabilidade o resultado das operações de tesouraria e valores mobiliários, que recuou 17%, para R$ 1,19 bilhão.

No caso do Bradesco, o lucro líquido recorrente avançou 11,5%, para R$ 3,9 bilhões, num semestre em que o saldo de sua carteira de crédito cresceu 38,8%, para R$ 181,6 bilhões. No mesmo intervalo de comparação, o ROAE caiu de 31,5% para 27,2%. Já a receita de prestação de serviços avançou apenas 7,9% em um ano, para R$ 5,57 bilhões.

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