SÃO PAULO - Nem o conflito entre a Rússia e a Geórgia pela região separatista de Ossétia do Sul foi capaz de impedir a continuidade do movimento de queda da cotação do petróleo no mercado internacional. A previsão de desaceleração do consumo de combustível por conta dos problemas econômicos dos Estados Unidos e a alta do dólar frente ao euro patrocinaram uma queda de US$ 10 no preço do barril de óleo cru na semana passada e garantiram uma leve queda na sessão desta segunda-feira.

O contrato de WTI negociado para setembro em Nova York fechou com queda de US$ 0,75, para US$ 114,45. O vencimento para o mês seguinte encerrou a US$ 114,66, com recuo de US$ 0,74. Em Londres, o barril de Brent para o próximo mês caiu US$ 0,66, para US$ 112,67. O vencimento para outubro fechou a US$ 114,07 com desvalorização de US$ 0,55.

No início dos negócios de hoje, chegou a existir um certo temor de que os confrontos entre russos e georgianos pudessem afetar a distribuição de petróleo. A Geórgia não produz o produto, mas é importante para o transporte de óleo cru e gás.

Vale notar, contudo, que tanto a Geórgia como a Rússia fazem dinheiro com as fontes de petróleo e gás natural da Ásia Central. Por isso, segundo alguns analistas, não haveria interesse dos dois países em destruir oleodutos.

Ainda de acordo com os especialistas, enquanto os dados seguirem apontando queda no consumo de combustíveis nos EUA e alta dos estoques, a tendência será de queda para o preço do petróleo.

Indicadores que sinalizem o enfraquecimento da economia européia também influenciam os negócios, já que podem motivar a valorização da moeda norte-americana, o que diminui o preço em dólares da commodity.

(Valor Online, com agências internacionais)

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