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Mesmo com BC, dólar sobe 1,49% e vai a R$ 2,315; alta no mês é de 7%

SÃO PAULO - A moeda norte-americana registrou um pregão de forte volatilidade hoje, com os agentes brigando entre si e com o Banco Central (BC) para a formação da Ptax (média ponderada da cotação apurada pelo BC), que será usada para liquidação dos contratos de câmbio futuro. Último dia do mês é essa guerra mesmo para fechar a Ptax, aponta o operador da Levycam Corretora, Mário Miyabar.

Valor Online |

O operador lembra que o Banco Central fez duas atuações no mercado à vista para conter o avanço de preço, mas não teve muito sucesso. Ao final do pregão, o dólar comercial apontava R$ 2,313 na compra e R$ 2,315 na venda, alta de 1,49%.

Apesar do ganho de hoje, a moeda fecha a semana acumulando perda de 5,81%. Parte da desvalorização da semana, segundo o especialista pode ser atribuída ao desmanche de posições compradas (apostas contra o real) no mercado futuro. Já no mês, o ganho foi de 7,17%. Desde a mínima, registrada em 1º de agosto, a R$ 1,559, o dólar já subiu 48,5%.

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a alta foi de 2,41%, com a divisa fechando a R$ 2,335. O giro financeiro somou US$ 90 milhões, 42% menor do que o registrado ontem.

Para dezembro, Miyabar acredita que a instabilidade externa continuará influindo na formação da taxa de câmbio. Segundo ele, o viés ainda é de alta, com a taxa podendo encerrar 2008 entre R$ 2,45 a R$ 2,47.

Nas intervenções realizadas hoje, o BC vendeu dólares a R$ 2,322 e a R$ 2,320, mas o efeito sobre o preço foi momentâneo. A autoridade monetária também ofertou swap cambial com vencimento em fevereiro, mas o mercado aceitou apenas 650 contratos do lote de 6 mil. Tal operação movimentou US$ 32 milhões.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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