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Mesmo com baixa nas vendas, Bovespa segue no negativo; dólar tem leve alta

SÃO PAULO - As vendas perderam força, mas a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) segue operando em território negativo, refletindo o ambiente externo negativo e a baixa no preço das matérias-primas. Por volta das 15h50, a baixa era de 0,13%. O Ibovespa opera com 40.791 pontos.

Redação com agências |

 

A história de retomada no preço das commodities via aumento de demanda na China parece ter desaparecido do mercado. Vale PNA, que ganhou cerca de 16% na semana, registrava queda de 3,07%, para R$ 29,36, arrastando também as siderúrgicas. CSN ON perdia 2,82%, para R$ 35,74, e Usiminas PNA desvalorizava 2,54%, a R$ 27,94.

Perda com volume acentuado para a ação PN da Petrobras, que era negociada a R$ 26,26 na venda, queda de 2,37%. Entre os bancos, Bradesco PN caía 2,67%, para R$ 21,84 e Itaú PN valia 1,25% menos, negociado a R$ 24,39.

De acordo com o head de gestão da Banif Nitor Asset Management, Fábio Concilio Cesar, o mercado brasileiro está corrigindo alguns exageros de preço ocorridos nas últimas semanas, quando ficou evidente uma realocação de investimentos entre mercado emergentes.

Segundo o especialista, o Brasil é um dos preferidos na categoria emergentes e isso explica a rápida recuperação de preço, o descolamento com as bolsas dos EUA e Europa e a entrada de dinheiro. Vale lembrar que o saldo estrangeiro no acumulado do mês até o dia 9 de fevereiro somava R$ 2,19 bilhões.

No entanto, houve certa euforia nesse período. Cesar lembra que três meses atrás, os emergentes tinham alguma conotação de porto seguro, ou seja, seriam os mercados onde ainda ocorreria desenvolvimento econômico.

Agora, a situação mudou. São frequentes as revisões nas expectativas de crescimento. Para o Brasil, o prognóstico que já foi de 3%, recuou para baixo de 1% na visão de alguns economistas. E a China, que vinha apontando avanço de 12%, deve crescer 6%.

Cesar destaca que o pânico observado meses atrás não deve acontecer mais, mas os riscos implícitos no cenário externo e interno devem manter o mercado bastante instável pelos próximos dois a três meses. Com isso, o Ibovespa deve respeitar o range de 38 mil a 43 mil pontos.

Mudando o foco para o longo prazo, o especialista aponta que é possível enxergar alguma melhora já no final de 2009, o que poderia levar a bolsa a oscilar entre os 45 mil e 50 mil pontos.

Em Wall Street o dia seguiu no negativo, mas o Nasdaq recupera um pouco suas perdas e registra alta de 0,15%. O Dow Jones segue em baixa 1,16%. Mas o humor ainda não melhorou mesmo depois que as vendas no varejo surpreenderam apontando alta de 1% em janeiro. Essa foi primeira elevação em sete meses e a maior desde novembro de 2007.

Também foram apresentados os pedidos por seguro-desemprego, que caíram em 8 mil na semana passada, somando 623 mil requisições. Mas o número de americanos que continua recebendo o benefício estatal está em 4,81 milhões, recorde.

De volta à Bovespa, ainda refletindo as notícias de retomada na privatização, Cesp PNB apontava alta de 2,45%, a R$ 14,20. Ganho também para o papel PN da GOL, que aumentava 3,20%, a R$ 9,98.

No setor de telecom, TIM Part ON recuava 0,29%, a R$ 6,67. A empresa comunicou que está em negociações preliminares para comprar ativos da operadora Intelig. Fora do índice Abyara ON disparava 10,65%, a R$ 2,18, em meio a rumores de compra.
 

Câmbio

O dólar registra alta instabilidade nesta quinta-feira. A moeda passou a barreira dos R$ 2,30, caiu a R$ 2,279, mas retomou a ponta de alta. Neste final de tarde, a divisa é negociada a R$ 2,291, ganho de 0,04%.

Vale lembrar que o Banco Central oferta hoje até 51 mil contratos de swap cambial tradicional, com dois vencimentos. A oferta soma valor equivalente a US$ 2,5 bilhões. O leilão mira a rolagem de contratos do mesmo tipo que vencem em 2 de março deste ano e totalizam US$ 7,1 bilhões. A operação ocorre das 12h30 às 13 horas, e o resultado será divulgado a partir das 14h30.

(Com informações do Valor Online)

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