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Merrill Lynch prevê crescimento global de apenas 1,3% em 2009

SÃO PAULO - O mais recente relatório da Merrill Lynch avalia que a poupança dos mercados emergentes não deve financiar mais o excesso de consumo nos Estados Unidos e que a economia global deve atingir no ano que vem o menor nível de crescimento desde 1982 antes de retomar a trajetória de expansão em 2010. A previsão do banco de investimento comprado pelo Bank of America por conta da crise aponta para uma expansão global da ordem de 1,3% no ano que vem, após alta de 3,2% neste ano, podendo retomar uma expansão de 3,1% em 2010. Em seu relatório, a instituição explora algumas tendências, como o fato de as economias em desenvolvimento estarem menos vulneráveis à recessão do que as economias desenvolvidas. As intervenções do governo por meio de políticas fiscal e monetária devem continuar ocorrendo e ficarão visíveis os efeitos e limitações dos pacotes de estímulo da economia. Segundo a análise da instituição, neste momento de desequilíbrio, os americanos, mais vulneráveis, estão ajustando os hábitos de consumo enquanto as economias emergentes voltam-se para o mercado interno.

Valor Online |

No entendimento dos analistas do banco, o mercado não vai permitir que o governo americano injete dinheiro suficiente no país para manter os mesmos padrões de despesas. A tendência, portanto, é de que haja um forte ajuste das finanças familiares, com redução de gastos e formação de poupança. Assim, no médio prazo os emergentes contarão menos com a demanda americana e inglesa.

De acordo com a Merrill Lynch, as taxas de juros globais - que já caíram em média cerca de 0,8 ponto percentual até agora - devem recuar o mesmo tanto novamente. Os pacotes de estímulo fiscal continuarão e as políticas de governo tenderão a dar reforço no orçamento familiar.

Por outro lado, os pacotes de estímulo dados até agora devem se refletir em custos maiores para os governos, não só por terem assumido custos de empréstimos, mas também por terem tomado maior risco no setor privado, o que deve gerar déficit orçamentário crescente.

Os bancos centrais tampouco conseguirão acumular reservas, e possivelmente vão se desfazer dos montantes guardados. Conforme o relatório, a análise de recessões anteriores permite prever que o crescimento pode ser retomado na primeira metade de 2009 como efeito das políticas de estímulo econômico, mas o banco também entende que essa crise não se assemelha muito com as anteriores.

Embora acredite que o recente pacote de estímulo da China seja significativo e possa ter sucesso para evitar uma desaceleração mais acentuada da economia chinesa, a Merrill Lynch diz que seria um risco considerável uma queda maior do que o esperado na expansão do gigante asiático.

Já na zona do euro as condições são observadas como críticas. A escassez de crédito deve dificultar investimentos e as exportação devem ser comprometidas. O único alívio deve vir do petróleo mais barato, que pode sustentar o consumo.

O Japão poderia escapar da recessão não só pela forte baixa dos preços de energia, mas também por depender pouco de exportações para os Estados Unidos e contar com estímulo fiscal para ativar o consumo interno.

A Merrill Lynch prevê que o barril de petróleo seja cotado em torno de US$ 50 no ano que vem. A instituição também estima que o dólar americano deve ficar mais fraco, refletindo redução dos gastos das famílias e o fim do apetite por risco.

"A mudança de hábitos dos consumidores ao redor do mundo será a principal força por trás do movimento da moeda no ano que vem."
(Valor Online)

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