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Merkel reitera que não criará novos fundos para estimular economia

Berlim, 30 nov (EFE).- A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, não criará novos fundos para impulsionar a economia, como reivindica a Comissão Européia (CE, órgão executivo da União Européia), e continua defendendo que, na crise atual, o melhor remédio são programas precisos, adaptados às estruturas econômicas de cada país.

EFE |

"A Alemanha fez sua contribuição ao pacote conjuntural europeu, com maior rapidez e maior volume que muitos outros na Europa", diz Merkel na entrevista publicada hoje pelo jornal "Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung", na qual a chanceler rebate críticas que lhe foram feitas nos últimos dias dentro da UE.

Na declaração, a chanceler se refere ao plano de 32 bilhões de euros aprovado em novembro, com os quais o Governo espera mobilizar investimentos de 50 bilhões de euros.

"A questão é resolver bem a crise e o melhor é fazer isso com medidas precisas, adaptadas à estrutura econômica de cada país", frisa Merkel.

Entre as propostas de outros países da UE que Merkel rejeita, figura a de redução do Imposto sobre o Valor Agregado (IVA), atualmente com alíquota de 19% na Alemanha.

Segundo a chanceler alemã, a diminuição do IVA é justamente um exemplo de medida não específica.

"É uma medida que afetaria negativamente o orçamento, sem que houvesse certeza de que realmente chegaria ao consumidor", diz na entrevista.

Para Merkel, a Alemanha já fornece o suficiente aos cofres europeus - "20% do orçamento da UE" - e não quer ver esse valor aumentar.

Segundo disse, a CE tem instrumentos melhores para estimular os investimentos que a reivindicação "de mais dinheiro", como mudanças nas regras de concorrência ou uma aplicação mais flexível dos fundos estruturais.

"Até agora, não houve nenhum ano em que os fundos estruturais foram esgotados. Seria uma bobagem aprovar agora novos fundos para a construção de estradas e um ano depois ver que esses fundos não foram requeridos", argumentou.

Ao seu partido, a União Democrata-Cristã (CDU), que reivindica incentivos fiscais na Alemanha, Merkel lembra que faz parte de seus planos modificar o sistema tributário na próxima legislatura, mas adverte que ninguém deve misturar reforma estrutural, que é necessária, com medidas para combater uma crise específica.

"A reforma do imposto de renda não é uma medida limitada no tempo que serve para estimular a conjuntura, mas uma reforma estrutural", destacou. EFE ih/wr/sc

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