O presidente da França, Nicolas Sarkozy, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, declararam guerra aos especuladores propondo reformas profundas na Constituição da União Europeia (UE) para permitir maiores sanções contra países que acumulam dívidas. A declaração foi feita às vésperas da cúpula da UE que ocorre hoje em Bruxelas para tentar acalmar os mercados.

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, declararam guerra aos especuladores propondo reformas profundas na Constituição da União Europeia (UE) para permitir maiores sanções contra países que acumulam dívidas. A declaração foi feita às vésperas da cúpula da UE que ocorre hoje em Bruxelas para tentar acalmar os mercados. Em carta conjunta à UE, assinada pelos líderes das duas principais economias europeias, Merkel e Sarkozy não pouparam críticas às agências de classificação de risco e apelaram para que esses atores do mercado sejam regulados. O rebaixamento de Grécia, Espanha e Portugal tem provocado um terremoto nos mercados. Os líderes políticos insistem que essa turbulência não se justifica e que não há risco de um calote. Em declaração separada, Merkel deixou claro que a guerra era "entre políticos e mercado". "Estou determinada a vencer", alertou. "Os especuladores são nossos adversários. Primeiro os bancos pedem ajuda e agora especulam contra a dívida dos governos. Isso é uma perfídia." Merkel e Sarkozy sugerem a aprovação de novas regras para que Estados tenham como garantir sua autoridade sobre o mundo das finanças. A ideia de ambos é de que a cúpula de hoje não apenas aprove o pacote para a Grécia, mas que inicie uma discussão sobre as lições da crise. França e Alemanha querem leis que permitam que bancos possam falir - e não ser resgatados - sem que o sistema inteiro entre em colapso. Querem também reforçar o sistema financeiro para proteger o euro diante da crise na Grécia. Para isso, defendem novas leis que permitam maiores sanções contra países que violam as normas de participação na moeda única.

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