Berlim, 4 dez (EFE).- A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu hoje as medidas de seu Governo para reativar a conjuntura das críticas que sofreu da comunidade européia e ressaltou que se trata de um dos pacotes mais numerosos de toda Europa.

"Com os 32 bilhões de euros que queremos aprovar hoje no Parlamento estaremos entre os países da União Européia que darão mais impulso à conjuntura", disse Merkel ao Bundestag (Câmara baixa, de deputados) sobre o próximo Conselho Europeu.

Merkel lembrou que os planos da Comissão Européia (CE) contemplam um pacote adicional de impulso aos investimentos no valor de 200 bilhões de euros, o que representa 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da UE.

Deste total, a CE assumirá 30 bilhões de euros, e o resto espera conseguir dos parceiros.

A chanceler insistiu em que, vistos os números, o "pacote é apresentável".

No entanto, Merkel não quis excluir que, em caso de necessidade, a Alemanha habilite novos fundos.

"Dissemos que analisaremos o curso da crise, pois a situação vai mudando; no início de ano veremos o que faremos, mas atualmente não podemos dizer se aprovaremos medidas adicionais", disse.

Além de abordar o programa conjuntural, Merkel referiu-se também ao outro grande tema do Conselho Europeu, o pacote de medidas para a luta contra a mudança climática.

A chanceler antecipou que a Alemanha, como "locomotiva européia", defenderá com firmeza que a proteção do clima não se faça com perda de empregos.

Embora tenha reafirmado seu apoio aos objetivos de reduzir as emissões de CO2 em 20% até 2020, em relação a 1990, elevar a participação das energias renováveis em até 20% do total e economizar 20% de energia.

No entanto, ressaltou a Alemanha lutará para conseguir exceções para os ramos industriais que têm um consumo energético especialmente intenso, como a siderurgia, o cimento e a química. EFE ih/jp

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