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Merkel defende intervenção do estado para salvar os bancos

Berlim, 12 out (EFE).- A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu a intervenção do estado e a aprovação de um pacote de resgate para o setor bancário nacional castigado pela crise financeira internacional, que será aplicado urgentemente para sua imediata entrada em vigor.

EFE |

Embora ainda se desconheça o volume do pacote de resgate para o castigado setor bancário na Alemanha, o jornal econômico "Handelsblatt" assegura em sua edição digital que poderia alcançar entre 300 bilhões e 400 bilhões de euros.

"Só a atuação do Estado pode devolver agora a necessária confiança", afirma Merkel em declarações publicadas hoje pelo "Bild am Sonntag", poucas horas antes da reunião extraordinária do Eurogrupo em Paris.

A chefe do Governo alemão ressalta que o importante agora é que nenhum país atue por sua conta e que na Europa e em nível internacional se intervenha de maneira coordenada para depois aplicar as medidas com responsabilidade nacional.

"O que fazemos não é em interesse dos bancos, mas das pessoas", destaca Merkel no dominical de maior tiragem na Europa, no qual comenta que a cúpula de Paris tem como fim concordar medidas comuns contra a crise financeira.

Após a recusa da chanceler alemã não se espera, no entanto, que os países da zona do euro pactuem um fundo comum de resgate com os Estados Unidos, diz o rotativo, mas se estabelecerá que meios dispõe cada país para o resgate dos bancos.

Da mesma forma que outros meios de imprensa alemães, o "Bild am Sontag" destaca que se espera, ao término da reunião na capital francesa, que Merkel divulgue as medidas que seu Governo preparou para enfrentar a crise financeira na Alemanha.

A imprensa alemã acredita que o Governo conduza através de um procedimento urgente seu pacote de estabilização ao longo desta semana para sua aprovação pelas duas câmaras parlamentares, o Bundestag e o Bundesrat.

O pacote de medidas urgentes será sancionado nesta segunda-feira pelo gabinete ministerial, para que na terça-feira seja apresentado aos grupos parlamentares e estes realizem uma sessão extraordinária para sua primeira leitura urgente na câmara baixa alemã. EFE jcb/ma

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