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Merkel apela à tradição para enfrentar crise financeira

Berlim, 26 nov (EFE).- A chanceler alemã, Angela Merkel, apelou hoje à força tradicional do país para enfrentar as conseqüências da crise financeira internacional e se mostrou confiante em que a Alemanha sairá bem da mesma apesar de 2009 ser um ano de más notícias.

EFE |

"Em nossa história, já superamos desafios difíceis. Basta pensar na reconstrução depois da guerra, na reconstrução do leste do país e na redução do desemprego nos últimos anos", disse Merkel em seu discurso no debate sobre o orçamento público.

Segundo Merkel, as dimensões da crise e suas conseqüências ainda não podem ser medidas e não há um manual de instruções mostrando como sair da mesma, pois não há experiência prévia à qual se possa recorrer.

Durante o debate, Merkel teve que rebater críticas da oposição, principalmente do Partido Democrático-Liberal (FDP) e do Partido de Esquerda (L) e procurou justificar as medidas tomadas até agora por seu Governo.

Antes da intervenção da chanceler, o deputado do FDP Rainer Brüderle acusou o Governo alemão de ajudar apenas as grandes empresas com medidas como o pacote de resgate para o setor bancário e a garantia estatal que está sendo estudada para ser concedida à montadora Opel.

Sem citar diretamente os ataques, Merkel disse que o pacote de resgate para o setor financeiro não foi algo para os bancos, mas antes de tudo, para as pequenas e médias empresas, para os cidadãos que precisam que o crédito continue aberto e para os poupadores.

Nesse contexto, a chanceler alemã admitiu que a confiança entre os bancos ainda não foi recuperada totalmente e reiterou que as instituições financeiras que precisarem de ajuda devem solicitar ajuda ao Governo.

Apesar das previsões sombrias para 2009, Merkel ressaltou que graças à recuperação econômica nos últimos anos, a Alemanha está em boas condições para enfrentar a crise e destacou que o objetivo não deve ser resolvê-la de qualquer maneira, mas definir as bases pra criar novas possibilidades de crescimento.

Nesse sentido, as metas do Governo para o médio prazo continuam de pé. No entanto, o objetivo do Executivo de conseguir um orçamento equilibrado, que era esperado para 2009 e que não será possível devido à crise financeira, foi definido por Merkel como uma das tarefas para a próxima legislatura.

De acordo com Merkel, o fato de a atual crise mostrar a interconexão das economias de todo o mundo torna mais necessária a busca de regras internacionais. EFE rz/wr/jp

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