O governo alemão estudará a possibilidade de oferecer garantias estatais para a fabricante de automóveis Opel - subsidiária européia da General Motors (GM) - mas qualquer tipo de auxílio estaria atrelado à condição de utilizar os recursos dentro da Alemanha, afirmou a chanceler do país, Angela Merkel. Concordamos que, caso tal auxílio seja efetivamente concedido, deve-se garantir que os recursos utilizados permaneçam na Alemanha com a Opel.

Pretendemos concluir os preparativos para decidir se o auxílio será ou não necessário e então tomar uma decisão", disse a chanceler, acrescentando que o governo tomará uma decisão a respeito do assunto até o Natal.

Merkel fez os comentários após uma reunião com o diretor da divisão européia da GM, Carl-Peter Forster, com o diretor-executivo da Opel, Hans Demant, e com o chefe do conselho de funcionários da Opel, Klaus Franz.

Forster, da GM, disse que é "absolutamente improvável" que a Opel necessite do auxílio, estimado em pouco mais de US$ 1 bilhão de euros durante as discussões. "Nós não falamos sobre subsídios, apenas sobre um reforço no caso de uma improvável incapacidade de acesso à liquidez de médio e longo prazos", acrescentou.

Forster destacou que as negociações sobre as garantias do governo são "uma precaução contra uma situação absolutamente crítica" que possa ocorrer no longo prazo e prometeu que qualquer auxílio financeiro do governo à Opel permaneceria na Alemanha.

A Comissão Européia, braço executivo da União Européia (UE), e o Banco de Investimento Europeu estão trabalhando em um pacote de auxílio financeiro para as montadoras com a finalidade de desenvolver carros menos agressivos ao meio ambiente. O pacote será apresentado na próxima reunião de ministros da UE, no dia 1º de dezembro.

Os Estados Unidos também discutem um plano de resgate de US$ 25 bilhões para as montadoras GM, Ford e Chrysler, as três principais do país. As informações são da Dow Jones.

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