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Mercosul terá medidas de defesa comum contra protecionismo, diz Amorim

BRASÍLIA - O Mercosul deve adotar mecanismos de defesa comercial comum contra eventuais efeitos de medidas protecionistas dos países ricos , disse o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ao comentar que a crise mundial criou a hora da verdade para a evolução do comércio do bloco. Ao lado do chanceler argentino Jorge Taiana, Amorim afirmou que o Brasil prefere não tomar medidas restritivas, como as licenças não-automáticas de importação exigidas para 800 produtos pelo país vizinho.

Valor Online |

Já o chanceler da Argentina disse que " uma série medidas " adotadas pelo governo brasileiro são vistas como " restritivas " por seu país. E que não considera que a liberação de importações após 60 dias seja uma restrição. Tampouco seu governo pensa em revogar tais medidas.

" Os normativos vigentes seguem vigentes, do mesmo modo que seguem no Brasil " , afirmou Taiana. Ele explicou que a retração comercial entre os dois países e a necessidade de discutir caminhos comuns contra a crise geraram a convocação de reunião bilateral, por ele e Amorim hoje em Brasília, com a presença de técnicos e ministros das áreas econômica e comercial. Os ministros da Fazenda, Guido Mantega e do Desenvolvimento, Miguel Jorge, participaram da reunião.

Nada de concreto, porém, foi definido. Criou-se mais um grupo de trabalho que fará reunião em Buenos Aires em 4 de março, com a missão de tirar propostas para o fortalecimento das relações bilaterais de comércio a serem apresentadas em encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Cristina Kirchner, dia 20 de março em São Paulo.

Taiana afirmou que o objetivo será encontrar alternativas de curto prazo para reverter a deterioração dos resultados comerciais diante da crise. Amorim afirmou que medidas de natureza financeira e a integração das cadeias produtivas de ambos os países foram ideias aventadas e serão detalhadas à frente, inclusive com a presença de representantes do Banco Central no grupo de trabalho.

Os números do Ministério do Desenvolvimento mostram que em janeiro, as exportações brasileiras para a Argentina caíram 48,4% sobre igual mês de 2008, saindo de US$ 1,3 bilhão para US$ 641 milhões. As importações brasileiras de produtos argentinos sofreram queda ainda maior, de 51,3%, ficando em US$ 608 milhões ante US$ 1,129 bilhão em janeiro do ano passado.

Questionado se o Brasil cogita adotar medidas restritivas como a Argentina, o ministro Celso Amorim fez uma ligeira crítica ao vizinho:
" O Brasil prefere não tomar essas medidas porque achamos que são contraproducentes ao desenvolvimento do comércio bilateral " . Amorim não mencionou, mas há cerca de três semanas o governo brasileiro também adotou a licença prévia para importações, revogando a medida logo depois, após protesto do empresariado.

O chanceler brasileiro disse ainda que o mais positivo é " evitar o protecionismo, olhando o crescimento do comércio e não a restrição " .

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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