Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mercosul e Asean deixam de lado negociação comercial

O Mercosul e a Associação dos Países do Sudeste Asiático (Asean) não chegaram a anunciar a negociação comercial em sua primeira reunião ministerial, realizada hoje, no Itamaraty. Cautelosos, os 15 países envolvidos preferiram adotar a abordagem gradual entre os dois blocos na área de cooperação econômica e decidiram não incluir, na declaração final do encontro, qualquer menção a uma futura negociação.

Agência Estado |

"Estamos ainda na fase de namoro, não de noivado", resumiu o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. "Não podemos nos antecipar. Mas essa negociação não está descartada. De minha parte, acredito ser importante caminhar nesse sentido", completou.

O ministro das Relações Exteriores da Tailândia (país que preside temporariamente a Asean), Sompong Amornvivat, enfatizou que a Asean tem ainda uma agenda a ser cumprida. Está em processo de negociação com a União Européia e com cerca de cinco países, entre os quais a Índia. Mas reforçou que foi determinado aos técnicos de ambos os blocos a discussão sobre o tema e, "quando for oportuno", sobre como avançar para o livre comércio.

No encontro de hoje, que formalizou a criação do Foro Mercosul-Asean, os representantes dos 15 países concordaram em agendar uma reunião de altos funcionários para março de 2009, em Kuala Lumpur, para a preparação de um "mapa do caminho" e um "plano de ação" para a cooperação entre as duas regiões. As áreas enumeradas são as de segurança energética e alimentar, transporte, logística e combate à pobreza. O plano deverá ser submetido aos ministros dos 15 países, em setembro de 2009. No primeiro semestre de 2010, uma nova reunião ministerial deverá ocorrer em um dos países da Asean.

Amornvivat defendeu a cooperação mais estreita entre o Mercosul e a Asean como um dos instrumentos-chave para a superação dos choques provocados pela crise financeira global, que certamente afetará a estabilidade e o crescimento das economias. "A crise já está nos afetando", afirmou. "Já enfrentamos uma séria crise em 1997, mas a atual pode nos afetar ainda mais duramente".

Conforme explicou, os ministros dos dez países da Asean concordaram com a criação de um fundo de reserva para suprir os mercados locais com liquidez, antes proveniente de investimentos dos países desenvolvidos mais afetados pela crise. A proposta será submetida em dezembro próximo à aprovação dos chefes de Estado da Asean.

A Rodada Doha acabou mencionada timidamente na declaração final do encontro de ministros, ao final de duras negociações sobre como o tema deveria ser incluído. Como essa questão não poderia ser omitida, ainda mais depois da orientação dos líderes do G-20 para que seja encerrada até o final do ano, Mercosul e Asean "reafirmaram" o compromisso com a "conclusão exitosa" da negociação, "de maneira justa e equilibrada". Segundo Amorim, o tema não chegou a ser discutido. Para Amornvivat, ainda é preciso haver tratativas com os países que resistem a esse acordo.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG