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Mercosul defende mais integração e comércio para enfrentar crise

BRASÍLIA - Mais integração, mais comércio bilateral e menos protecionismo deve ser a resposta dos países do Mercosul e seus parceiros à crise financeira mundial. Essa foi a conclusão da reunião de chanceleres, ministros da economia e presidentes de bancos centrais de 11 países, reunidos hoje em Brasília, informou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

Valor Online |

Segundo ele, um mecanismo conjunto anti-crise deverá ser criado, além de outras propostas apresentadas, que serão submetidas à reunião ordinária da cúpula do Mercosul marcada para 15 de dezembro, em Salvador.

A crise e seus efeitos recessivos fizeram com que o Conselho do Mercosul tivesse sua primeira reunião histórica de tema único, hoje no Itamaraty. Participaram representantes da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, além dos associados do Mercosul: Venezuela, Peru, Bolívia, Chile e Peru, e os observadores Suriname e Guiana.

Documento divulgado após a reunião aponta que os países da região estão mais bem preparados para a crise do que no passado. Amorim informou que alguns dos presentes acham que a crise se agravará, enquanto outros acreditam em estabilidade.

"Temos que estar muito vigilantes, porque é uma situação nova, e a resposta geral para a crise não é protecionismo, mas deve ser mais integração, mais comércio, menos subsídios e menos distorções", disse Amorim.

Ele foi imediatamente apoiado pelo vice-chanceler do Paraguai, Oscar Rodriguez: "Quanto maior a crise, maior deve ser a integração para buscarmos caminhos de como enfrentar juntos", disse ele. "Há uma correlação de força nesse momento e a América do Sul deve mostrar unidade para ganhar mais mercados no comércio mundial", continuou.

O chanceler argentino Jorge Taiana disse que seu país tem condições de enfrentar a crise. "Temos um sistema financeiro sólido, boa situação fiscal e superávits comerciais crescentes", afirmou.

Tanto o representante da Argentina como do Uruguai, o vice-chanceler Pedro Vaz, defenderam o fortalecimento da integração regional como remédio anti-crise.

Já o ministro da economia da Venezuela, Ali Rodriguez, disse que seu país defende que a Organização das Nações Unidas (ONU) convoque reunião específica para debater a crise, "e crie punições severas aos que provocaram a perda de bilhões de dólares da riqueza mundial, agravando a pobreza em todo o mundo", afirmou.

Para o chanceler chileno Alejandro Fokley, os países do G-8 deveriam capitalizar o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Corporação Andina de Fomento para que os dois organismos possam dar socorro ágil às economias mais vulneráveis da região.

Amorim disse desconhecer oficialmente proposta Argentina de proteção a exportações brasileiras. E não quis comentar se o Brasil estaria interessado nas novas linhas de crédito emergenciais anunciadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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