NOVA YORK (Reuters) - A Merck anunciou nesta segunda-feira que comprará a Schering-Plough por 41,1 bilhões de dólares, unindo as fabricantes dos medicamentos para tratamento de colesterol Zetia e Vytorin, no segundo mega-acordo entre grandes companhias farmacêuticas em semanas. As duas companhias, que anunciaram significativos cortes de empregos no fim do ano passado, têm agido para se tornarem mais eficientes em meio à queda da demanda pelos medicamentos que produzem. As vendas conjugadas das empresas recuaram 26 por cento no último trimestre.

A transação, que oferece aos acionistas da Schering-Plough um prêmio de 34 por cento sobre a cotação de fechamento da ação da empresa na sexta-feira, vai duplicar o número de medicamentos em potencial que a Merck possui em desenvolvimento avançado, levando o total a 18.

A operação ainda vai diversificar o portfólio de remédios da Merck, incluindo drogas para tratamentos cardiovasculares, respiratórios, oncológicos, de neurologia e também medicamentos para doenças infecciosas e do sistema imunológico.

As ações da Schering-Plough disparavam 22 por cento, para 21,50 dólares, antes da abertura dos mercados, enquanto os papeis da Merck ainda não tinham sido negociados.

A fusão entre a Merck e a Schering-Plough vem após a compra da Wyeth pela Pfizer, em uma transação de 68 bilhões de dólares.

Com o acordo, a Merck prevê uma redução de custos de cerca de 3,5 bilhões de dólares anuais além de 2011. As receitas combinadas das duas companhias em 2008 somaram 47 bilhões de dólares e a Merck acredita que vai manter seus atuais ratings de crédito.

O presidente-executivo da Merck, Richard Clark, vai comandar as companhias, com os acionistas da Merck controlando uma participação em torno de 68 por cento.

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