A Mercedes-Benz, maior fabricante no País de caminhões e ônibus, vai ampliar a capacidade produtiva da fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, em 25%. Para abrir espaço para novas máquinas, a montadora deve transferir a área de logística e montagem de CKDs (kits de veículos para exportação) para uma área em Diadema.

Os dois projetos devem consumir aproximadamente US$ 500 milhões em equipamentos e instalações.

O anúncio da ampliação da fábrica será feito na segunda-feira (dia 11) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao governador de São Paulo, José Serra. A estimativa de fontes do governo é de criação, ao longo dos próximos anos, de cerca de 1,5 mil novos empregos na unidade de São Bernardo, que já emprega 12 mil pessoas, e de 350 na de Diadema. A direção da empresa não confirma os dados.

Para abrigar a nova unidade de logística a Mercedes vai alugar o prédio da Papaiz, tradicional fabricante de fechaduras e cadeados que está transferindo sua produção para a Bahia. Atualmente, a Papaiz só produz em Diadema peças de esquadrias, mas concluirá a transferência da linha nos próximos meses. Inaugurada há 52 anos, a fábrica de São Bernardo está tomada, sem espaço para ampliação, por isso a decisão pela transferência das áreas de logística e CKD para outra área.

Com a ampliação em São Bernardo, a montadora terá capacidade aproximada de 75 mil veículos por ano. A empresa exporta parte de sua produção, principalmente de motores para caminhões fabricados pela marca nos Estados Unidos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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