País tem adotado medidas para responder à crise global, entre elas, avanço na reforma para permitir maior flexibilidade da moeda

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O presidente do Banco Central da China e representante da China no Fundo Monetário Internacional (FMI), Zhou Xiaochuan, disse neste sábado que o país tem adotado medidas para responder à crise global, entre elas, avanço na reforma para permitir maior flexibilidade do yuan ou renminbi. "De janeiro a agosto de 2010, o superávit comercial caiu 14,7% em relação ao mesmo período do ano passado, o aumento das reservas desacelerou; o sistema financeiro esteve estável e o renminbi experimentou moderada apreciação", disse Xiaochuan. O pronunciamento foi feito esta manhã no encontro do Comitê Financeiro e Monetário Internacional, no Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington, durante o Encontro Anual do FMI e Banco Mundial.

Enquanto autoridades de outros países, como o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, colocaram ênfase no conflito cambial atual, o discurso de Xiaochuan foi mais sucinto em relação a esse tema. Afinal, a China estaria no foco do que Mantega batizou de "guerra cambial", atrapalhando a competitividade de vários países com seu yuan fraco.

Xiochuan disse que a China continuará a adotar políticas fiscais agressivas e política monetária acomodatícia apropriadas para manter um crescimento firme. "A China continuará seus esforços para transformar seu modelo de crescimento econômico, ajustar a estrutura econômica e sustentar um crescimento forte e equilibrado".

O presidente do BC chinês afirmou ainda que é preciso prestar atenção e responder apropriadamente aos riscos da dívida soberana em algumas economias avançadas. "Considerando as quantidades enormes de dívidas vencendo e déficits fiscais nos países desenvolvidos neste ano e no próximo, os riscos soberanos podem voltar a ter deterioração a qualquer momento", disse. "Por isso, os países com esse problema devem formular e adotar planos de consolidação fiscal e prevenir os riscos soberanos de causar danos à estabilidade financeira", acrescentou.

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