SÃO PAULO - As bolsas americanas fecharam com altas expressivas nesta terça-feira, embaladas pelos primeiros resultados corporativos do segundo trimestre, que vieram acima do esperado por analistas, sinalizando que a economia está em recuperação. O índice Dow Jones subiu 1,44%, para 10.363 pontos, o Nasdaq ganhou 1,99%, atingindo 2.

242 pontos, e o S & P 500 mostrou valorização de 1,54%, aos 1.095 pontos. A Alcoa deu largada à temporada de balanços do segundo trimestre, apresentando lucro de US$ 136 milhões, ou US$ 0,13 por ação, no segundo trimestre, revertendo o prejuízo de US$ 454 milhões de igual período do ano passado. O resultado superou a expectativa dos analistas, que apontavam lucro de US$ 0,12 por ação. As ações da fabricante de alumínio avançaram 1,2%. Outro balanço positivo foi o da CSX, a terceira maior empresa de transporte ferroviário dos Estados Unidos, que teve um lucro das operações continuadas de US$ 414 milhões (US$ 1,07 por ação) no segundo trimestre, um aumento de 47% em relação ao mesmo período do ano anterior e também acima da previsão dos analistas. Ainda no campo corporativo, a Tyco Electronics anunciou a compra da fornecedora de infraestrutura de rede de comunicações ADC por US$ 1,25 bilhão, ou US$ 12,75 por ação. As ações da ADC dispararam 41%, buscando o preço fechado para o negócio. Aproveitando o anúncio da operação, a Tyco Electronics apresentou dados preliminares sobre seu desempenho financeiro nos três meses até 25 de junho. As vendas ficaram em US$ 3,1 bilhões, com alta de 23% em relação a mesmo período do ano anterior. O lucro por ação foi de US$ 0,72. As ações da companhia tiveram alta de 2%. Entre os indicadores do dia, os investidores ficaram sabendo que as exportações dos Estados Unidos somaram US$ 152,3 bilhões em maio e as importações, US$ 194,5 bilhões. Com isso, o déficit comercial foi de US$ 42,3 bilhões, superior ao déficit de abril, de US$ 40,3 bilhões (revisado). Houve déficit na balança de bens, de US$ 54,5 bilhões, e superávit na balança de serviços, de US$ 12,2 bilhões. Já o déficit fiscal americano recuou 27% em junho, na comparação com o mesmo período do ano passado, acumulando US$ 68 bilhões. Mesmo assim, foi o segundo maior déficit orçamentário para o período, abaixo apenas do recorde atingido em junho de 2009, de US$ 94,3 bilhões. Em nove meses do exercício fiscal, o déficit dos EUA já alcançou US$ 1 trilhão. Hoje, o governo Obama sinalizou sua preocupação com os altos déficits e anunciou que vai nomear o secretário adjunto de Estado, Jacob Lew, para o cargo de diretor de Orçamento, no lugar de Peter Orszag. Lew já trabalhou no setor sob a administração de Bill Clinton. (Téo Takar | Valor, com agências internacionais)

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